Diversidade
Farmácia é condenada por orientar a excluir gays, tatuados e pessoas gordas em processo seletivo
Ex-gestora foi orientada por coordenadora a seguir critérios discriminatórios; empresa terá de pagar R$ 10 mil por danos morais
Pixabay
Uma ex-gestora da rede de Farmácias São João foi indenizada após ser orientada a excluir determinados perfis de candidatos durante contratações. A decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) determinou o pagamento de R$ 10 mil por danos morais, considerando a natureza discriminatória das instruções recebidas.
Os áudios, enviados por uma coordenadora em um grupo de WhatsApp, recomendavam que os gestores evitassem pessoas com tatuagens, piercings, sobrepeso ou que fossem homossexuais. A gravação viralizou nas redes sociais em 2021 e repercutiu negativamente.
Na decisão, a desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse destacou que a empresa violou o princípio da igualdade e se omitiu ao não conter esse tipo de prática. A relatora afirmou ainda que a ex-gestora foi exposta indevidamente e ficou em situação de vulnerabilidade ética.
A Farmácias São João alegou que o grupo de WhatsApp era informal e o episódio isolado. Mesmo assim, a Justiça entendeu que a empresa é responsável pela conduta de sua equipe e deve responder pela omissão.
A coordenadora responsável pelos áudios foi desligada por justa causa após apuração interna. A ex-gestora ainda tentou aumentar o valor da indenização, sem sucesso. A empresa conseguiu ajustar os critérios de juros da condenação.


































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