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Ações estratégicas de Recursos Humanos são chave para bem-estar emocional em ambientes corporativos
Especialista no setor reforça que escuta ativa, apoio psicológico e ambiente seguro são caminhos eficazes para promover impactos positivos na saúde mental dos colaboradores
Crédito Freepik
Levantamento recente divulgado pela Inmar Intelligence, que entrevistou mil trabalhadores nos Estados Unidos, revelou um cenário dividido: 34% afirmam que o trabalho impacta positivamente sua saúde mental, enquanto 33% relatam efeitos negativos. Para os pesquisadores, a disparidade nas percepções reforça o papel essencial das lideranças e da estrutura organizacional na criação de ambientes mais saudáveis e inclusivos.
A especialista em Recursos Humanos e liderança, Lorranny Sousa, concorda. Para ela, o cuidado com a saúde emocional não pode ser tratado como pauta secundária nas empresas e o RH é fundamental nesse processo. “O papel do RH vai muito além da entrega de benefícios ou da formalização de campanhas. Saúde emocional precisa ser promovida por meio de ações práticas e constantes, com escuta ativa, acolhimento e construção de um ambiente onde as pessoas se sintam seguras para falar sobre o que vivem”, afirma.
Entre as ações mais efetivas, segundo a especialista, estão rodas de conversa com mediação profissional, capacitação de lideranças para evitar desgastes e identificar sinais de esgotamento, além de canais internos de acolhimento. “A Acelere tem atuado ao lado de empresas de diferentes setores para estruturar programas de bem-estar emocional. Estamos convencidos que o desenvolvimento dos líderes é fator crítico. É o líder que constrói um ambiente de trabalho saudável ou tóxico”, destaca.
Para Lorranny, no entanto, o fator mais determinante quando se fala em saúde emocional no ambiente de trabalho é o desenvolvimento das lideranças. “Outras iniciativas, como rodas de conversa e canais de escuta, são importantes, mas sozinhas não resolvem. O que realmente muda o jogo é a liderança. É o líder quem pode tornar o ambiente mais saudável — ou mais tóxico. E é por isso que os projetos da Acelere têm o desenvolvimento de lideranças como eixo central”, pontua.
Ela ainda reitera que o que funciona para uma organização pode não funcionar para outra e que são as ações reais, conectadas ao dia a dia dos colaboradores que fazem diferença na retenção de talentos e no aumento da produtividade. “Quando as lideranças se envolvem verdadeiramente, e a saúde emocional deixa de ser tabu, os ganhos aparecem em todos os níveis: clima organizacional, engajamento e resultados”, conclui.


































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