Goiás, 4 de fevereiro de 2026
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Diversidade

42% dos brasileiros sofrem de estresse elevado, aponta pesquisa Ipsos

Estudo de 2024 destaca aumento da preocupação com saúde mental e impactos físicos e emocionais do estresse crônico.

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Segundo pesquisa da Ipsos de 2024, o Brasil é o quarto país com maior nível de estresse no mundo. De acordo com o levantamento, 42% dos brasileiros afirmam sentir-se frequentemente estressados, acima da média global.

O estudo, realizado entre julho e agosto de 2024 com 23.667 adultos de 31 países, aponta que o estresse reflete pressões cotidianas, desigualdade social e falta de políticas públicas para a saúde mental. Em 2018, apenas 18% citavam a saúde mental como principal problema, enquanto o índice saltou para 54% em 2024.

O estresse prolongado compromete sono, imunidade, humor e relações pessoais. Sintomas incluem dificuldade de concentração, irritabilidade, tristeza, dores musculares, cefaleias, alterações de apetite e insônia.

Especialistas destacam que a vulnerabilidade está ligada a personalidade, histórico familiar, traumas e condições socioeconômicas. Entre as principais estratégias de enfrentamento estão psicoterapia, mindfulness, técnicas de respiração e relaxamento, com medicação indicada apenas em casos de ansiedade ou insônia persistente.

A desigualdade social e jornadas de trabalho exaustivas aumentam o impacto sobre as mulheres, que acumulam responsabilidades formais e domésticas. O estigma cultural dificulta a busca por ajuda, deixando muitas pessoas sozinhas diante do estresse.

Segundo os especialistas, fortalecer recursos internos e redes de apoio social é essencial para lidar com o estresse crônico, que pode evoluir para depressão, transtornos de ansiedade, estresse pós-traumático e abuso de substâncias.

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