Diversidade
Home office no Brasil recua pelo segundo ano, indica IBGE
Pesquisa da Pnad Contínua revela que 7,9% dos trabalhadores estavam em home office em 2024, após alta durante a pandemia.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
O home office no Brasil recuou pelo segundo ano seguido. Em 2024, cerca de 6,6 milhões de trabalhadores realizavam suas funções em casa, abaixo dos 6,7 milhões de 2022.
A proporção também caiu, de 8,4% para 7,9% do total da força de trabalho, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (19) na Pnad Contínua. O estudo considera 82,9 milhões de trabalhadores, excluindo setor público e empregados domésticos.
O analista William Kratochwill explica que a modalidade de trabalho em domicílio inclui também profissionais que optam por coworkings. As mulheres são maioria, representando 61,6% dos trabalhadores em home office, com 13% das mulheres e 4,9% dos homens atuando dessa forma.
O levantamento mostra que o trabalho remoto cresceu após a pandemia, mas vem regredindo nos últimos dois anos. Mesmo assim, o percentual permanece acima do período pré-pandêmico.
Impacto e insatisfação
A redução do home office provocou insatisfação em algumas empresas. Recentemente, o Nubank anunciou recuo gradual da modalidade, resultando na demissão de 12 funcionários. Em março, a Petrobras registrou paralisação de funcionários contra a diminuição do teletrabalho.
Trabalho por local
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Estabelecimento próprio: 59,4%
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Local do empregador: 14,2%
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Fazenda, sítio ou granja: 8,6%
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Domicílio de residência: 7,9%
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Veículo automotor: 4,9%
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Via pública: 2,2%
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Outro empreendimento: 1,6%
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Domicílio do empregador: 0,9%
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Outro local: 0,2%
O aumento do trabalho em veículos está ligado a serviços de aplicativos de transporte e vendas móveis, como Uber, 99 e food trucks. Entre esses trabalhadores, 7,5% são homens e 0,7% mulheres.


































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