Diversidade
Brasil registra aumento de sindicalizados em 2024, interrompendo queda de mais de 10 anos
Dados da Pnad Contínua do IBGE mostram recuperação no número de trabalhadores associados a sindicatos, mas ainda abaixo do patamar histórico.
© Paulo Pinto/Agência Brasil
Após mais de uma década de redução, o número de trabalhadores sindicalizados no Brasil cresceu em 2024, segundo a Pnad Contínua do IBGE. Foram registradas 9,1 milhões de pessoas associadas a sindicatos, representando 8,9% da força de trabalho.
O aumento de 812 mil sindicalizados em relação a 2023 indica um movimento de recuperação, embora os números ainda estejam bem abaixo dos 14,4 milhões registrados em 2012.
O analista William Kratochwill relaciona a queda registrada entre 2017 e 2023 à reforma trabalhista, que acabou com a contribuição sindical obrigatória. A alta de 2024 demonstra que os trabalhadores estão retomando a percepção sobre a importância de se organizar coletivamente.
Perfil etário e setor
A maioria das novas filiações é de trabalhadores com mais de 30 anos, com destaque para a faixa de 40 a 49 anos. Setores com maior sindicalização incluem administração pública, defesa, educação e saúde, seguidos por agricultura e indústria.
Escolaridade e categoria
Trabalhadores com ensino superior completo apresentam taxa de sindicalização de 14,2%, acima da média nacional de 8,9%. Setor público lidera com 18,9%, empregados com carteira assinada chegam a 11,2%, e trabalhadores por conta própria registram apenas 5,1%.
Gênero
A diferença entre homens e mulheres sindicalizados diminuiu desde 2012. Em 2024, 57,6% são homens e 42,4% mulheres, refletindo maior permanência feminina nos quadros sindicais nos últimos anos.
Cooperativas
O número de trabalhadores por conta própria associados a cooperativas caiu de 1,5 milhão (6,3%) em 2012 para 1,3 milhão (4,3%) em 2024, a menor proporção da série histórica.


































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