Goiás, 4 de fevereiro de 2026
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Operação Corrosão: MP acusa 57 suspeitos de lavar R$ 14 milhões para o PCC

Denúncia aponta uso de empresas de fachada e liderança criminosa atuando de dentro do sistema prisional.

Francielly Coelho de Paiva foi presa em Portugal pela Interpol — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público de Goiás apresentou denúncia contra 57 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com o MPGO, o grupo teria movimentado R$ 14 milhões em operações financeiras ilícitas.

As investigações indicam que os denunciados integram a facção criminosa Amigos do Estado (ADE) e atuaram entre julho de 2023 e maio de 2024, realizando mais de 3 mil movimentações financeiras para ocultar recursos provenientes do tráfico. O esquema foi identificado em cidades como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas, Morrinhos, Jaraguá e também no Tocantins.

A denúncia integra a Operação Corrosão, deflagrada em setembro de 2025, que resultou na apreensão de mais de 35 quilos de drogas e R$ 234 mil em dinheiro. Durante uma das ações, um suspeito tentou eliminar provas ao incendiar um aparelho celular, que continha registros que ligavam a facção ao PCC.

Uma das principais investigadas é Francielly Coelho de Paiva, considerada pelo MPGO como a responsável pela engenharia financeira do grupo criminoso. Ela foi presa em Portugal pela Interpol e deportada para o Brasil. Segundo a denúncia, utilizava transferências fracionadas e empresas de fachada para esconder valores do tráfico.

O MPGO também aponta que lideranças da facção continuavam atuando mesmo presas. Entre elas está Nilsomar Danilo Gomes, conhecido como Tenebroso, além de Pedro Henrique Pascoal dos Santos, chamado de Maresia, responsável pela distribuição de drogas em Goiás, e John Kley Pascoal de Souza, conhecido como Bozo ou Nego Bozo.

As investigações revelaram que empresas de fachada eram usadas para a ocultação de recursos. Uma delas movimentou mais de R$ 25 milhões em apenas dois meses, segundo o MPGO.

Os denunciados responderão por diversos crimes, incluindo organização criminosa armada, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e obstrução de investigação. O caso tramita na Segunda Vara especializada em crimes de organização criminosa da Comarca de Goiânia e tem ligação com as operações Ferrolho e Portokali.

As defesas dos acusados não foram localizadas até a última atualização.

(*) Com informações do G1

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