Diversidade
Fim do ano intensifica ansiedade e pressão emocional, aponta psiquiatra
Especialista explica por que dezembro é um período crítico para a saúde mental.
O mês de dezembro costuma reunir uma combinação de fatores que impactam diretamente a saúde mental, como o encerramento de ciclos, a cobrança por resultados e o aumento das demandas sociais e profissionais. Esse contexto contribui para o agravamento de sintomas como ansiedade, tristeza e exaustão emocional.
Dados da Ipsos mostram que 54% dos brasileiros apontam a saúde mental como o principal problema de saúde no país, enquanto 74% afirmam refletir com frequência sobre o próprio bem-estar emocional. Já a National Alliance on Mental Illness identificou que 64% das pessoas com questões de saúde mental percebem piora dos sintomas durante o fim do ano.
Para o psiquiatra Dr. Flávio Augusto de Morais, cooperado da Unimed Goiânia, o balanço emocional típico de dezembro pode gerar frustração ao evidenciar metas não alcançadas. Esse sentimento tende a ser mais intenso em pessoas com perfil perfeccionista, que se cobram excessivamente.
O especialista também destaca o impacto emocional das festas, que muitas vezes despertam lembranças de perdas e ausências, reforçando sentimentos de tristeza e desalento.
Entre os sinais que indicam a necessidade de atenção estão alterações no sono, mudanças no apetite, cansaço extremo, dificuldade de concentração e sensação constante de sobrecarga. Segundo o médico, o excesso de trabalho no fechamento do ano pode comprometer não apenas o presente, mas também a saúde emocional nos meses seguintes.
Além disso, o uso intenso das redes sociais favorece comparações irreais e amplia frustrações. Reduzir a exposição a esses conteúdos pode ajudar a aliviar a pressão emocional.
O psiquiatra orienta que estabelecer metas realistas, reconhecer limites pessoais e buscar apoio emocional são medidas importantes para atravessar o período com mais equilíbrio.


































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