Goiás, 21 de fevereiro de 2026
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Goiás tem alta nos casamentos, queda nos divórcios e novo perfil de casais

Dados do IBGE mostram retomada pós-pandemia, decisões mais tardias e mudanças na dinâmica familiar

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O número de casamentos voltou a crescer de forma consistente em Goiás e já supera, com folga, a média nacional. Em 2024, o estado contabilizou 33,6 mil uniões civis, um avanço de 3,5% em relação ao ano anterior, conforme dados do IBGE. O ritmo coloca Goiás entre os estados com maior crescimento proporcional no país.

A retomada ocorre após um período de retração provocado pela pandemia, quando eventos familiares foram adiados e registros suspensos. Desde então, o volume de casamentos vem avançando ano a ano, aproximando-se do patamar observado antes da crise sanitária.

O aumento, no entanto, convive com uma realidade nacional marcada por separações mais rápidas. No Brasil, quase metade dos divórcios acontece antes de dez anos de união, e o tempo médio entre casamento e separação caiu para 13,8 anos. As regiões Centro-Oeste e Norte lideram os índices de dissoluções precoces.

Em Goiás, os dados mais recentes indicam uma inflexão nessa tendência. Em 2024, o estado registrou 18,8 mil divórcios, redução de 7,7%, a primeira queda desde 2018. O recuo sugere relações mais planejadas e maior cuidado na formalização das uniões.

Essa mudança também aparece no perfil dos noivos. O casamento tem ocorrido mais tarde: mais da metade das mulheres que se casaram em 2024 tinha 30 anos ou mais, enquanto entre os homens esse grupo representou quase 60% dos registros. A formalização passa a ser encarada como uma escolha consciente, e não mais como uma etapa automática da vida adulta.

Outro dado relevante é o avanço das uniões homoafetivas. Goiânia somou 240 casamentos entre pessoas do mesmo sexo, crescimento de 43,7%, posicionando a capital entre as que mais ampliaram esse tipo de registro no país.

Além das mudanças conjugais, o IBGE aponta transformações demográficas importantes. Goiás registrou queda no número de nascimentos, com 88,6 mil crianças em 2024, o menor total em 14 anos, enquanto os óbitos chegaram a 46,7 mil, reforçando tendências de envelhecimento populacional e famílias menores.

Com a demanda em alta, a projeção para 2025 é de novo avanço nos registros civis, com expectativa de alcançar até 35,8 mil casamentos, consolidando a recuperação e indicando que, mesmo em um cenário de mudanças sociais, o casamento segue valorizado pelos goianos.

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