Goiás, 8 de fevereiro de 2026
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Goiânia

Homem de 73 anos é preso em Goiânia com centenas de dispositivos e mais de 1 milhão de arquivos de pornografia infantil

Investigação da Delegacia de Crimes Cibernéticos identificou armazenamento massivo de conteúdos proibidos

A Polícia Civil de Goiás prendeu um homem de 73 anos em Goiânia, na última terça-feira (3), suspeito de manter em sua posse uma grande quantidade de arquivos ilegais envolvendo crianças e adolescentes. A prisão ocorreu durante uma operação coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC).

Na residência do suspeito, os policiais apreenderam mais de 180 pen drives e três telefones celulares. Segundo a polícia, os equipamentos estavam completamente preenchidos com conteúdos considerados criminosos.

De acordo com o delegado Guilherme Henrique Sá, que conduz a investigação, a quantidade de arquivos armazenados é tão elevada que ainda não foi possível realizar a contagem total. A estimativa inicial aponta para centenas de milhares, podendo chegar a mais de um milhão de registros digitais.

O material apreendido será submetido à perícia da Polícia Técnico-Científica. As análises preliminares indicam a presença de diversos tipos de violência sexual, com registros que teriam sido acessados e acumulados ao longo de vários anos.

A Polícia Civil informou que o trabalho investigativo continua, mesmo após a prisão em flagrante. A próxima etapa busca esclarecer se o suspeito compartilhava ou comercializava os arquivos, além de identificar possíveis vínculos com outras pessoas envolvidas nesse tipo de crime.

Durante as apurações, os investigadores também localizaram arquivos armazenados em nuvem. O delegado ressaltou que a polícia dispõe de ferramentas tecnológicas capazes de rastrear atividades ilegais na internet, inclusive em ambientes como a deep web.

O homem deve responder pelo crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente, que criminaliza o armazenamento de material pornográfico infantil. Ele morava sozinho em Goiânia, teve a identidade preservada e a defesa não foi localizada até o momento.

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