Goiás, 22 de março de 2026
Conecte-se conosco

Diversidade

Estudo alerta: 76% dos adolescentes dormem menos do que o ideal

Pesquisa com mais de 120 mil jovens aponta aumento da privação de sono e relação com saúde mental.

Foto: Canva

Dormir pouco está se tornando uma realidade cada vez mais comum entre adolescentes. Uma pesquisa publicada na revista científica JAMA identificou que 76,8% dos jovens dormem sete horas ou menos por noite — um tempo considerado abaixo do recomendado para essa fase da vida.

O levantamento analisou dados de mais de 120 mil adolescentes dos Estados Unidos coletados ao longo de 16 anos, entre 2007 e 2023. Os pesquisadores avaliaram as informações considerando características como série escolar, sexo e raça, além de hábitos e comportamentos ligados à saúde.

Entre os fatores investigados estavam o uso de mídias sociais, episódios de bullying, consumo de álcool e cigarros e indicadores de saúde mental.

Os resultados mostram uma tendência de agravamento do problema. Em 2007, cerca de 68,9% dos estudantes dormiam pouco. Em 2023, esse índice chegou a 76,8%.

Também houve crescimento significativo no número de adolescentes que dormem muito pouco. O percentual de jovens que descansam cinco horas ou menos por noite subiu de 15,8% para 23%.

A pesquisa ainda identificou que a falta de sono ocorre com maior frequência entre estudantes que apresentam sintomas depressivos ou relatam pensamentos suicidas.

Por que o sono é tão importante

Especialistas destacam que o sono desempenha funções essenciais para o corpo e para o cérebro. Durante o descanso, o organismo realiza processos de recuperação celular, elimina toxinas e fortalece o sistema imunológico.

Para adolescentes, a recomendação é dormir entre oito e dez horas por noite, garantindo ciclos completos de sono.

Uma das fases mais importantes desse processo é o REM sleep, período em que ocorre intensa atividade cerebral e que está diretamente relacionado à consolidação da memória e ao equilíbrio emocional.

Quando o descanso é insuficiente, podem surgir diversos impactos negativos, como:

  • dificuldade de concentração e queda no desempenho escolar;

  • alterações de humor e aumento da irritabilidade;

  • maior risco de ansiedade e depressão;

  • desequilíbrios metabólicos associados ao ganho de peso.

Mudanças podem ajudar

Os pesquisadores apontam que algumas medidas estruturais podem contribuir para melhorar o tempo de descanso dos jovens. Entre elas está o adiamento do horário de início das aulas.

Experiências em escolas que adotaram horários mais tardios mostraram aumento na duração do sono dos estudantes, além de benefícios como maior participação nas atividades escolares e melhora na saúde mental.

Clique para comentar

Envie seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

cinco × 2 =