Goiás, 25 de março de 2026
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Erro judicial faz mulher inocente parar na prisão em Goiás

Troca de identidade com irmã gêmea levou à detenção e gerou série de falhas no processo

O Tribunal de Justiça de Goiás determinou a soltura da gêmea inocente, mas determinou que ela use tornozeleira eletrônica até o caso ser resolvido pela Justiça Federal do Tocantins — Foto: Divulgação/TJGO

Uma sequência de falhas envolvendo um mandado de prisão resultou na detenção indevida de uma mulher em Goiânia. Inocente, ela foi confundida com a própria irmã gêmea, condenada pela Justiça, após um erro na identificação no sistema judicial.

A abordagem ocorreu na tarde de sexta-feira (20), quando policiais militares cumpriram o mandado na residência da vítima. Na ocasião, ela se preparava para trabalhar em um evento ligado ao MotoGP, atividade que acabou sendo prejudicada pela prisão.

A ordem judicial, expedida pela Justiça Federal de Gurupi (TO), determinava a prisão de uma mulher condenada a 18 anos por crimes graves. No entanto, uma inconsistência no nome acabou direcionando a ação para a pessoa errada.

Embora os dados pessoais da vítima estivessem corretos no cabeçalho do documento, a descrição detalhada mencionava o nome da irmã, o que contribuiu para o equívoco. De acordo com a defesa, o sistema nacional de registros pode associar automaticamente informações a partir de nomes semelhantes, ampliando o risco de erros.

Após ser detida, a mulher foi levada à Central de Flagrantes da Polícia Civil, quando, na verdade, deveria ter sido apresentada à Polícia Federal. Em seguida, foi encaminhada ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, onde permaneceu por dois dias.

A liberação ocorreu durante audiência de custódia, quando a Justiça estadual reconheceu o erro. Ainda assim, foi determinada a utilização de tornozeleira eletrônica de forma provisória, até que a Justiça Federal analisasse o caso.

A situação foi definitivamente corrigida na segunda-feira (23), quando o juiz federal responsável reconheceu o engano e ordenou a retirada do dispositivo.

Para a defesa, o caso evidencia fragilidades no sistema e levanta questionamentos sobre a possibilidade de outras pessoas inocentes serem afetadas por erros semelhantes.

A mulher segue em recuperação emocional após o episódio, lidando com prejuízos pessoais e profissionais decorrentes da prisão indevida.

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