Goiás, 2 de abril de 2026
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Caso de menina que morreu após jantar intriga polícia em Goiás

Sintomas graves em duas crianças após refeição levantam suspeita de intoxicação por substância ainda desconhecida

Divulgação

A Polícia Civil de Goiás investiga as circunstâncias da morte de uma menina de 9 anos, ocorrida após um jantar em família na cidade de Alto Horizonte, região norte do estado. O caso chamou atenção pela evolução rápida dos sintomas e pela possibilidade de intoxicação por agente químico.

Segundo as informações apuradas, a criança começou a passar mal pouco tempo depois de se alimentar com arroz, feijão e carne moída, na noite de sexta-feira (27). Ainda em casa, ela apresentou sinais severos, incluindo vômitos, dores intensas e crises convulsivas.

Diante da gravidade, a menina foi levada ao hospital municipal. Inicialmente, houve uma aparente estabilização do quadro, mas a situação se agravou de forma repentina. Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.

Outro ponto relevante é que o irmão da vítima, de 8 anos, apresentou sintomas semelhantes após consumir a mesma refeição. Ele foi transferido para o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano, em Uruaçu, onde permanece sob cuidados médicos. De acordo com a polícia, o estado de saúde evoluiu de grave para estável.

A principal hipótese considerada pelos investigadores é de envenenamento. A suspeita se baseia na intensidade e rapidez dos sintomas, considerados atípicos para uma intoxicação alimentar comum.

Durante a investigação, a polícia identificou ainda a morte de animais nas imediações da residência da família. Três gatos foram encontrados sem vida, o que pode indicar a presença de substância tóxica no ambiente.

Equipes recolheram alimentos da casa, incluindo restos da refeição consumida, além de outros materiais que possam contribuir para a análise pericial. Dispositivos eletrônicos também foram apreendidos para investigação.

A mãe e o padrasto da criança foram ouvidos e, por ora, não permanecem detidos. Conforme a polícia, eles são considerados parte central da apuração, já que estavam presentes no momento em que os fatos ocorreram. Ambos negam participação.

Os investigadores também analisam o contexto familiar. Há informações preliminares sobre conflitos frequentes entre os adultos e um possível histórico de agressão envolvendo a criança, ainda sem confirmação oficial.

A perícia trabalha na análise de diferentes amostras, como sangue, conteúdo estomacal e alimentos coletados, além de materiais relacionados aos animais encontrados mortos. O objetivo é identificar eventual presença de substâncias tóxicas, como pesticidas.

Os resultados dos exames devem indicar se houve envenenamento, qual composto pode ter sido utilizado e de que maneira ocorreu a exposição. A previsão é que os laudos sejam concluídos nos próximos dias.

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