Goiás, 27 de fevereiro de 2026
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Diversidade

Advogados deixam defesa de ex-piloto acusado de matar jovem goiano

Mudança ocorre após STJ negar análise urgente de habeas corpus

O escritório responsável pela defesa de Pedro Arthur Turra Basso anunciou que não representa mais o ex-piloto, que responde por homicídio doloso pela morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (25).

A saída acontece após o Superior Tribunal de Justiça rejeitar a análise imediata de um novo pedido de habeas corpus. O relator do caso, ministro Messod Azulay Neto, afirmou que a questão exige avaliação detalhada do processo antes de qualquer decisão.

Na petição, a defesa sustentava que a prisão foi mantida sob influência de repercussão pública e que teria havido exposição indevida do investigado. Também apontava possível desproporcionalidade da medida cautelar. O ministro, porém, solicitou informações atualizadas ao TJDFT antes de examinar o mérito.

Réu por homicídio doloso

Pedro Turra está preso desde 30 de janeiro. No último dia 13 de fevereiro, o STJ manteve sua prisão preventiva. Ele foi transferido para a ala de segurança máxima do Complexo da Papuda por razões de segurança.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios denunciou o acusado por homicídio doloso.

Entenda o caso

A agressão ocorreu na madrugada de 23 de janeiro, após uma festa em Vicente Pires (DF). Segundo a investigação, o conflito começou após comentário envolvendo um chiclete.

Pedro Turra teria descido do carro e iniciado as agressões contra Rodrigo Castanheira. Durante o episódio, o adolescente sofreu traumatismo craniano severo após bater a cabeça em um veículo. A Polícia Civil aponta que os golpes continuaram mesmo quando ele já estava desacordado.

Rodrigo foi socorrido em estado crítico, teve parada cardiorrespiratória de cerca de 12 minutos e passou por cirurgia emergencial após rompimento de artéria. Ele permaneceu internado por 16 dias e morreu em 7 de fevereiro.

O acusado chegou a pagar fiança após a primeira prisão, mas voltou a ser detido diante de indícios de interferência nas investigações. Atualmente, aguarda o andamento do processo preso.

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