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Após 30 anos, Justiça absolve homem acusado de homicídio após vítima reaparecer viva em Alagoas
Erro em laudo cadavérico levou à prisão injusta de réu quase 30 anos após o suposto crime.
Um erro grave em uma investigação antiga levou à prisão indevida de um homem em Alagoas. O juiz José Eduardo Nobre, da 8ª Vara Criminal de Maceió, absolveu o réu acusado de homicídio após comprovar que a vítima, tida como morta desde 1997, estava viva.
O acusado chegou a ser preso em agosto de 2025, mas foi solto após relatar na audiência de custódia que o suposto morto estava vivo. As diligências confirmaram a informação.
Durante a audiência de instrução, o homem que havia sido considerado vítima compareceu ao tribunal e contou que nunca sofreu agressões. Ele explicou que, na época, havia se mudado para Pernambuco para trabalhar com corte de cana e perdeu o contato com a família.
Um dos irmãos acreditou em rumores de que o homem havia sido assassinado e chegou a reconhecer por fotografias um corpo de indigente no IML. O laudo cadavérico, equivocado, foi usado como base pelo Ministério Público para sustentar a acusação.
Mesmo após o verdadeiro “morto” ter procurado uma delegacia e esclarecido o equívoco, a informação nunca chegou ao processo. O caso permaneceu suspenso por anos, até ser retomado em 2025.
Na decisão, o juiz afirmou que não há provas da materialidade do crime, já que a vítima está viva. Ele ainda apontou falhas graves no laudo, destacando o erro de identificação. O Ministério Público concordou com a absolvição sumária, que encerra o processo sem necessidade de julgamento popular.
Segundo a denúncia original, o crime teria ocorrido em julho de 1997, motivado por ciúmes, com golpes de faca e objeto contundente.

































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