Diversidade
Bebidas adulteradas com metanol provocam intoxicações graves em São Paulo
Ministério da Justiça e Anvisa alertam consumidores e estabelecimentos sobre riscos graves à saúde
Foto: Canva
Nove casos de intoxicação por metanol foram registrados no último mês em São Paulo, todos associados à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas. Segundo a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), o volume de ocorrências está acima do padrão habitual.
Diferentemente de casos anteriores, que afetavam principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade social, os recentes ocorreram em bares e envolveram diferentes tipos de bebida, incluindo gin, vodca e uísque. O Ministério da Justiça reforçou que estabelecimentos devem conferir a procedência dos produtos, checar lacres e identificar sinais de adulteração, como odores de solvente e erros de impressão nos rótulos.
O metanol é um químico industrial presente em fluidos de limpeza e anticongelantes. Ele é altamente tóxico e não deve ser ingerido. Pequenas quantidades podem causar cegueira, coma e morte. O envenenamento ocorre horas após a ingestão, quando o corpo metaboliza a substância, produzindo formaldeído e ácido fórmico, que prejudicam nervos e órgãos vitais.
O tratamento é urgente e realizado em hospitais, podendo envolver diálise e administração de álcool (etanol) para reduzir a metabolização do metanol. Quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de sobrevivência.


































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