Diversidade
Briga judicial entre dupla sertaneja e produtora avança com decisão sobre posse de veículo
Conflito envolve rescisão contratual, auditorias divergentes e disputa sobre bens usados nos shows
Divulgação
O embate judicial entre a dupla sertaneja George Henrique e Rodrigo e a produtora Worldshow Promoções e Eventos ganhou um novo desdobramento com a decisão que determinou a devolução de um caminhão utilizado na estrutura dos shows. A medida foi adotada após o descumprimento de uma ordem anterior de entrega voluntária do veículo.
A disputa teve origem na rescisão do contrato de agenciamento e exclusividade artística firmados entre as partes. A produtora sustenta que o encerramento da parceria, ocorrido em 2024, gerou prejuízos financeiros expressivos e envolve uma indenização milionária, além de multas previstas em contrato. Já os representantes legais da dupla afirmam que a ruptura foi motivada por falhas na prestação de contas ao longo de mais de uma década de relação comercial.
A Worldshow acompanhou o início da trajetória dos irmãos ainda antes da fama nacional. A formalização dos contratos ocorreu em 2017, com validade de dez anos, abrangendo agenciamento, cessão de direitos e outros serviços relacionados à carreira artística. Segundo a empresa, o rompimento ocorreu após o crescimento significativo do faturamento por apresentação.
No curso do processo, auditorias distintas passaram a sustentar versões opostas. Enquanto a produtora afirma que um levantamento técnico apontou dívida milionária por parte dos artistas, a defesa da dupla afirma que identificou inconsistências, incluindo receitas não declaradas e royalties não contabilizados, o que teria resultado em saldo favorável aos cantores.
O sucesso da música lançada em parceria com Marília Mendonça, em 2021, é apontado por ambos os lados como um divisor de águas na carreira da dupla. O alcance da canção se ampliou nacionalmente e contribuiu para a consolidação dos artistas no cenário sertanejo.
O caminhão no centro da disputa foi adquirido por meio de três pagamentos realizados pela produtora, segundo documentos apresentados ao processo. A defesa dos cantores afirma que os valores utilizados teriam origem em recursos da própria dupla, enquanto a empresa sustenta que o veículo fazia parte dos bens disponibilizados para a execução dos shows, assim como um ônibus que já foi devolvido.
Diante do impasse, o Tribunal de Justiça de Goiás determinou a devolução do caminhão. Como a ordem inicial não foi cumprida, a Justiça autorizou a reintegração de posse em favor da produtora.
O processo principal tramita na Justiça de São Paulo e ainda não teve julgamento definitivo. Além disso, foi estabelecida, de forma provisória, a obrigação de depósito de parte do faturamento mensal da dupla em conta judicial, medida contestada pela defesa dos artistas, que alega inviabilidade operacional. A expectativa é que uma auditoria independente, a ser definida pelo Judiciário, seja realizada nos próximos meses.


































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