Goiás, 27 de fevereiro de 2026
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Diversidade

Carro de crochê coloca artesã de GO em destaque

Ilene Fonseca, de Itaberaí, aprendeu a técnica aos 10 anos e transformou o artesanato na base do sustento da família.

Moradora cobre carro com crochê em Goiás e chama atenção da web, Goiás — Foto: Reprodução/Instagram Ilene Fonseca

Um vídeo criativo foi suficiente para projetar o nome de Ilene Fonseca nas redes sociais. Moradora de Itaberaí, ela surpreendeu ao mostrar o próprio carro completamente revestido com crochê, resultado de cinco meses de trabalho manual.

Por trás da repercussão, está uma trajetória construída desde a infância. Ilene afirma que começou a crochetar aos 10 anos, quando percebeu que poderia contribuir financeiramente com a família sem sair de casa. Na época, dividia o tempo entre a escola, os cuidados domésticos e a ajuda na lavoura.

Hoje lavradora e artesã, soma mais de três décadas dedicadas à técnica. O crochê deixou de ser apenas alternativa emergencial e passou a sustentar a casa. Ela também transmitiu o conhecimento aos filhos, que aprenderam desde cedo o ofício.

Criatividade e superação

O carro revestido nasceu da necessidade de cobrir imperfeições na lataria. A solução prática acabou se tornando um projeto artístico. As cores escolhidas fazem referência ao programa Domingão, apresentado por Luciano Huck, de quem Ilene é admiradora.

A produção foi adaptada à rotina intensa no campo e às limitações de saúde, como problemas na coluna e artrose. Em alguns dias, o cansaço impedia o avanço. Em outros, o trabalho seguia madrugada adentro, inclusive enquanto aguardava a filha sair do expediente.

O filho mais novo, Eniel, de 10 anos, colaborou na reta final do projeto durante o período de férias escolares.

Planos para o futuro

O desejo de conquistar estabilidade também aparece em outro sonho: participar do quadro Lar Doce Lar. Ilene relata que cresceu enfrentando mudanças constantes de moradia e vê na casa própria um símbolo de dignidade.

Além de continuar produzindo peças artesanais, ela pretende investir em composições musicais, ampliar a visibilidade do trabalho e desenvolver ações sociais. Também planeja escrever a própria história.

Enquanto novos projetos não chegam, segue transformando linha e agulha em sustento e expressão criativa.

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