Goiás, 7 de abril de 2026
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Diversidade

Estudo liga uso de cannabis na juventude a doenças mentais

Pesquisa de longo prazo mostra aumento expressivo de riscos entre adolescentes que consomem a substância

Canva

Um levantamento de grande escala realizado nos Estados Unidos acendeu um alerta sobre os efeitos do uso de cannabis na adolescência. A pesquisa aponta que o contato com a substância nessa fase pode elevar de forma significativa o risco de transtornos mentais na vida adulta.

O estudo acompanhou mais de 463 mil jovens, entre 13 e 17 anos, ao longo de quase uma década. A análise foi baseada em registros de consultas médicas e avaliou o histórico dos participantes até os 26 anos.

Os dados mostram que adolescentes que utilizaram cannabis recentemente apresentaram probabilidade duas vezes maior de desenvolver quadros psicóticos e transtornos bipolares. Também foi observada maior ocorrência de sintomas relacionados à ansiedade e à depressão.

Outro dado relevante é o intervalo entre o uso e o surgimento dos diagnósticos. Em média, os transtornos foram identificados cerca de dois anos após o consumo.

Os pesquisadores destacam que o modelo do estudo, que acompanha os indivíduos ao longo do tempo, fortalece a relação entre o uso da substância e os impactos na saúde mental. A análise também amplia o debate ao incluir qualquer tipo de uso recente, não apenas casos considerados abusivos.

O crescimento da concentração de THC — substância responsável pelos efeitos psicoativos — também preocupa especialistas. Em algumas regiões, os níveis atuais são muito superiores aos registrados em décadas anteriores, o que pode intensificar os riscos.

Mesmo após considerar fatores como histórico clínico e uso de outras drogas, o estudo concluiu que o consumo de cannabis na adolescência permanece associado a um aumento expressivo de problemas psiquiátricos.

Nos Estados Unidos, a substância é uma das mais utilizadas entre jovens, com índices que aumentam conforme o avanço escolar. Esse cenário reforça a necessidade de políticas de prevenção e de maior acesso à informação para adolescentes e suas famílias.

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