Goiás, 3 de fevereiro de 2026
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Evitar contato visual não indica mentira, explica a psicologia

Comportamento pode estar ligado à timidez, insegurança, esforço mental ou transtornos psicológicos.

Foto: Canva

Desviar o olhar durante uma conversa é um comportamento frequentemente interpretado como sinal de desinteresse ou falta de sinceridade. No entanto, especialistas em psicologia afirmam que evitar o contato visual, na maioria das vezes, não tem relação direta com mentira.

Entre as causas mais comuns estão vergonha, timidez e medo de julgamento, especialmente em situações novas ou socialmente desafiadoras, como entrevistas, reuniões importantes ou conversas com pessoas vistas como intimidantes.

A baixa autoestima também pode influenciar esse comportamento, levando a pessoa a evitar o olhar direto por insegurança. Em alguns casos, a dificuldade é resultado de padrões aprendidos na infância, em ambientes familiares muito rígidos ou hierárquicos.

Influência de transtornos psicológicos

Transtornos psicológicos também podem interferir no contato visual. No Transtorno de Personalidade Dependente, o receio excessivo de desaprovação pode gerar posturas submissas, incluindo a dificuldade de sustentar o olhar.

No caso do Transtorno do Espectro Autista, o contato visual costuma seguir padrões diferentes, podendo ser breve ou irregular. Especialistas explicam que o processamento visual e social ocorre de forma distinta, o que torna o contato visual menos intuitivo, especialmente fora do convívio íntimo.

Pensar exige concentração

Manter contato visual enquanto se organiza uma resposta exige esforço mental. Interpretar expressões, manter atenção e formular ideias complexas ao mesmo tempo pode levar algumas pessoas a desviar o olhar momentaneamente.

Esse comportamento, porém, costuma gerar interpretações negativas automáticas. A psicologia alerta que esses julgamentos rápidos nem sempre refletem a realidade e podem distorcer a percepção da interação.

Especialistas recomendam observar o contexto e evitar conclusões precipitadas. Para quem enfrenta essa dificuldade, agir com naturalidade e explicar o nervosismo pode ajudar a tornar a comunicação mais confortável.

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