Diversidade
Funcionária com TDAH é indenizada por assédio moral em laboratório
Juíza do Trabalho reconhece danos morais e omissão da empresa em Belo Horizonte.
Foto: Canva
Uma atendente com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) receberá R$ 20 mil de indenização por danos morais, após ser vítima de assédio moral no ambiente de trabalho de uma rede de laboratórios em Belo Horizonte.
A decisão da 28ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, conduzida pela juíza Cristiana Soares Campos, apontou que a empresa não garantiu a estabilidade provisória, direito do trabalhador que desenvolve doenças relacionadas ao trabalho.
O processo revelou que a funcionária foi alvo de comentários ofensivos, apelidos depreciativos e um “troféu” simbólico pelo suposto baixo desempenho. A violência psicológica contribuiu para o surgimento de transtorno ansioso-depressivo, intensificado por estresse laboral.
Testemunhas confirmaram que a chefia estava ciente das agressões e não interveio. Documentos internos e provas reforçaram a prática discriminatória da empresa.
O Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) reduziu inicialmente a indenização de R$ 50 mil para R$ 20 mil. A defesa do laboratório recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A magistrada ressaltou que cabe ao empregador assegurar um ambiente de trabalho saudável, e a omissão diante do assédio caracteriza responsabilidade pelos danos sofridos.


































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