Goiás, 4 de fevereiro de 2026
Conecte-se conosco

Diversidade

O cérebro se torna mais instável e impulsivo durante a madrugada, dizem especialistas

Estudos internacionais apontam que fadiga e relógio biológico podem aumentar comportamentos de risco entre meia-noite e seis da manhã.

Canva

Pesquisadores de Harvard, Arizona e Pensilvânia apontam que o cérebro humano apresenta alterações após a meia-noite que afetam decisões, emoções e comportamentos. A hipótese da “Mente após a meia-noite” descreve como o organismo entra em um modo biológico voltado ao descanso, tornando a mente mais impulsiva e propensa a pensamentos negativos.

Nesse período, o corpo e o cérebro enfrentam dois desafios: fadiga acumulada e um relógio biológico que favorece emoções negativas. O resultado é maior dificuldade de julgamento, instabilidade emocional e decisões precipitadas. Entre meia-noite e seis horas da manhã, aumenta a probabilidade de comportamentos agressivos, automutilação, consumo de drogas, compulsão alimentar e outras ações impulsivas.

Os cientistas explicam que permanecer acordado ativa conexões neuronais sobrecarregadas, desregula neurotransmissores como dopamina e serotonina e reduz a atividade do córtex pré-frontal, responsável pelo autocontrole. Situações simples podem se tornar crises emocionais durante a madrugada.

O risco não se limita à falta de sono. Trabalhadores noturnos e pessoas com insônia estão mais vulneráveis, já que a vigília prolongada desregula ritmos circadianos e prejudica o humor, a tomada de decisões e o comportamento.

O estudo reforça que dormir não é apenas descanso, mas proteção mental. Para evitar impactos negativos, os especialistas recomendam adiar decisões importantes até o amanhecer, quando o cérebro retorna ao funcionamento ideal.

Clique para comentar

Envie seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 × três =