Goiás, 3 de fevereiro de 2026
Conecte-se conosco

Diversidade

Pesquisa indica que rosto pode revelar sinais precoces de depressão

Estudo com universitários utilizou inteligência artificial para analisar expressões faciais associadas ao sofrimento emocional.

Foto: Canva

Uma pesquisa internacional reacendeu o debate sobre diagnóstico precoce em saúde mental ao indicar que expressões faciais sutis podem ajudar a identificar pessoas com risco de depressão. O estudo foi desenvolvido por cientistas da Universidade de Waseda, no Japão, e publicado na revista Nature Scientific Reports.

O trabalho envolveu jovens universitários, divididos entre indivíduos sem sintomas e participantes com sinais leves de transtorno de humor. A proposta foi observar se a forma de se expressar diante da câmera poderia revelar padrões associados ao sofrimento psíquico.

Análise humana e inteligência artificial

Durante o experimento, os participantes gravaram vídeos curtos sem qualquer roteiro. Esses registros foram avaliados por observadores humanos, que atribuíram impressões subjetivas, e também por um sistema automatizado capaz de identificar movimentos musculares faciais.

A tecnologia utilizada permitiu mapear alterações nos músculos relacionados ao sorriso e ao olhar, elementos frequentemente ligados à expressão emocional.

Principais achados

De acordo com os resultados, indivíduos com maior tendência depressiva apresentaram menor intensidade de expressões positivas, sendo percebidos como menos espontâneos e menos expressivos.

Essas características foram confirmadas tanto pelas avaliações humanas quanto pela análise computacional, sugerindo coerência entre percepção social e dados objetivos.

Limites e aplicações

Especialistas destacam que, apesar dos achados promissores, a análise facial não deve ser utilizada de forma isolada. O psiquiatra Ricardo Feldman ressalta que o diagnóstico da depressão exige uma avaliação ampla, incluindo entrevista clínica, observação comportamental e outros exames quando necessários.

No Brasil, pesquisas conduzidas por universidades como a Unicamp reforçam que sinais não verbais podem funcionar como alertas iniciais, especialmente quando associados a sintomas como alterações no sono, perda de prazer e desânimo persistente.

Olhar atento também é cuidado

Além da tecnologia, os pesquisadores chamam atenção para um aspecto essencial: a importância de observar e ouvir mais as pessoas ao redor. Mudanças no olhar, na postura e na forma de se comunicar podem indicar que alguém não está bem e precisa de acolhimento.

Clique para comentar

Envie seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

2 × três =