Goiás, 21 de março de 2026
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Diversidade

Pesquisa revela posição que pode aumentar prazer feminino

Estudo científico analisou cinco posições sexuais e mediu alterações no fluxo sanguíneo do clitóris.

Foto: Canva

Cientistas dedicados ao estudo da sexualidade feminina investigaram quais posições sexuais podem oferecer maior estímulo ao clitóris, região fundamental para o prazer.

O trabalho foi conduzido por pesquisadores em Nova York e publicado na revista científica Journal of Sexual Medicine. O objetivo foi analisar como diferentes posições durante o sexo influenciam o fluxo sanguíneo clitoriano, um dos indicadores fisiológicos de excitação.

De acordo com os resultados, a posição que apresentou maior estímulo foi a tradicional posição frente a frente, popularmente conhecida como “papai e mamãe”, quando a mulher utiliza um travesseiro para elevar a região da pélvis.

Esse ajuste altera o ângulo do corpo e aproxima mais os órgãos genitais do casal. Com isso, o contato com o clitóris tende a aumentar, o que pode favorecer a excitação e facilitar o orgasmo.

A estratégia também permite uma penetração mais profunda, o que pode intensificar a experiência para algumas pessoas.

Avaliação científica das posições

Para a realização da pesquisa, um casal voluntário participou de testes envolvendo cinco posições sexuais diferentes.

Cada posição foi mantida por cerca de dez minutos enquanto os pesquisadores monitoravam alterações no fluxo sanguíneo do clitóris antes e depois das relações.

A médica responsável pelo estudo, Kimberley Lovie, destacou que recomendações sobre posições sexuais são comuns em publicações populares, mas raramente são avaliadas por pesquisas científicas.

Resultado das posições avaliadas

Entre as posições analisadas, a que apresentou menor impacto no estímulo clitoriano foi a posição ajoelhada com penetração por trás.

Segundo os pesquisadores, nesse formato há menos contato direto com o clitóris, o que resultou em mudanças pouco relevantes no fluxo sanguíneo da região.

O que realmente indica orgasmo feminino

Os resultados também reforçam conclusões de um estudo recente da Universidade de Ottawa, que investigou sinais físicos associados ao orgasmo.

Os pesquisadores observaram que gemidos não devem ser considerados um indicador confiável de prazer.

Entre os sinais fisiológicos mais associados ao orgasmo estão:

  • respiração acelerada ou irregular

  • aumento da pressão arterial

  • sensação de calor no corpo

Os cientistas ressaltam que o orgasmo feminino ainda é um dos aspectos menos compreendidos da resposta sexual humana, motivo pelo qual novas pesquisas continuam sendo necessárias.

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