Diversidade
Professora e aluno criam tecido sustentável com bagaço de cana-de-açúcar em Goiás
Projeto da escola pública de Luziânia será apresentado em feira de bioinovação na Bahia e destaca aproveitamento de resíduos vegetais
O bagaço de cana-de-açúcar antes e depois de passar pelo processo de transformação em tecido — Foto: Arquivo pessoal/ Gabrielle Rosa Silva
Um projeto inovador desenvolvido por uma professora e um aluno do ensino médio de Goiás transformou o bagaço de cana-de-açúcar em tecido sustentável. A iniciativa foi selecionada para representar o estado na II Feira de BioInovação Territórios do Brasil, que acontecerá em novembro, no Instituto Federal Baiano, Campus Uruçuca.
A professora Gabrielle Rosa Silva e o estudante Thiago Alves dos Santos começaram o projeto após pesquisas sobre reaproveitamento de resíduos vegetais, após experiências anteriores com papel feito de folhas de pequi. O tecido resultante possui textura semelhante ao algodão e leveza próxima à seda.
O processo de produção envolve higienização do bagaço, extração da celulose com tratamento químico e formação do fio, totalizando cerca de 10 dias de trabalho. O projeto demonstra como resíduos vegetais descartados podem ser transformados em produtos úteis, contribuindo para a sustentabilidade e a inovação científica.
Segundo dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), o aproveitamento do bagaço, que é gerado em grande quantidade a cada safra, ainda é limitado e maior parte é utilizada em cogeração de energia ou ração animal. A iniciativa da professora e do aluno é vista como positiva pelo setor, por ampliar o uso sustentável desses resíduos.


































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