Goiás, 4 de fevereiro de 2026
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Diversidade

Salários em fundações e associações superaram os das empresas privadas, diz IBGE

Estudo aponta que instituições sem fins lucrativos pagaram, em média, 2,8 salários mínimos no país.

© Marcello Casal JrAgência Brasil

As fundações privadas e associações sem fins lucrativos registraram, em 2023, remuneração média superior à das empresas privadas no Brasil. Os dados constam em levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o estudo, os trabalhadores dessas instituições receberam, em média, R$ 3.630,71, valor equivalente a 2,8 salários mínimos. No mesmo período, as empresas privadas pagaram, em média, 2,5 salários mínimos. O salário mínimo médio considerado no ano foi de R$ 1.314,46.

Apesar da vantagem em relação ao setor empresarial, os salários pagos pelas fundações e associações ficaram abaixo da administração pública, que apresentou média de quatro salários mínimos.

O levantamento integra a pesquisa sobre as Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (Fasfil), baseada nos dados do Cadastro Central de Empresas do IBGE. O instituto esclarece que, devido à atualização metodológica, a comparação dos dados de 2023 é válida apenas em relação a 2022.

Entre 2022 e 2023, o número de fundações privadas e associações sem fins lucrativos cresceu 4%, passando de 573,3 mil para 596,3 mil instituições, o equivalente a 5% do total de organizações existentes no país.

Essas entidades empregaram 2,7 milhões de pessoas, representando 5,1% do total de trabalhadores brasileiros, e foram responsáveis por 5% dos salários pagos no país.

A maior parte dessas instituições atua na área religiosa, que concentra 35,3% do total. Já o setor de saúde é o principal empregador, reunindo 41,2% dos trabalhadores, seguido por educação e pesquisa, com 27,7%, e assistência social, com 12,7%.

O estudo também destaca a forte presença feminina nas Fasfil, onde as mulheres representam 68,9% dos assalariados. Mesmo assim, elas recebem, em média, 19% menos que os homens, reproduzindo a desigualdade observada no mercado de trabalho em geral.

O IBGE aponta ainda que a maioria dessas instituições possui pequeno porte. Em média, cada fundação ou associação conta com 4,5 empregados, sendo que 85,6% não têm funcionários formais. Os maiores quadros estão concentrados em hospitais, instituições de saúde e de ensino superior.

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