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Uso de canetas emagrecedoras exige atenção com anticoncepcionais e remédios orais
Especialistas alertam que medicamentos para emagrecimento podem retardar a absorção de comprimidos ingeridos por via oral.
Foto: FreePik
Medicamentos usados para emagrecimento, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, têm levantado preocupações entre especialistas por possíveis interferências na ação de anticoncepcionais e outros remédios administrados por via oral.
Essas substâncias atuam no organismo reduzindo o esvaziamento gástrico, o que aumenta a sensação de saciedade e diminui a fome. Como consequência, comprimidos ingeridos podem levar mais tempo para serem absorvidos, atrasando o início do efeito.
O impacto tende a ser mais significativo em medicamentos que precisam de ação rápida. Em tratamentos contínuos, o efeito costuma ser menor, pois o organismo ainda mantém níveis ativos do medicamento da dose anterior.
Estudos apontam que a tirzepatida apresenta os dados mais consistentes sobre esse atraso na absorção. Já a semaglutida, utilizada em outros medicamentos populares, ainda não demonstrou impacto clínico relevante em estudos mais amplos.
Riscos para mulheres em idade fértil
No caso dos anticoncepcionais orais, o atraso na absorção pode reduzir a segurança do método, principalmente no início do tratamento ou durante o ajuste de dose. Por isso, entidades médicas recomendam a adoção de métodos contraceptivos que não dependam da absorção intestinal.
Efeitos adversos comuns, como vômitos e diarreia, também podem comprometer a eficácia das pílulas. Além disso, a perda de peso associada ao uso dessas canetas pode aumentar a fertilidade, elevando o risco de gravidez não planejada.
Especialistas alertam ainda que não há segurança comprovada para o uso dessas substâncias durante a gestação. A orientação é interromper o tratamento imediatamente em caso de gravidez e procurar acompanhamento médico.

































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