Diversidade
Visto para a Copa 2026 nos EUA: o que muda com o agendamento prioritário da FIFA
Programa especial criado para o Mundial agiliza entrevistas consulares, mas mantém exigências rigorosas
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A realização da Copa do Mundo da FIFA 2026 nos Estados Unidos já mobiliza torcedores de diversos países. Diante da expectativa de aumento expressivo na procura por vistos, o governo americano implementou um sistema específico para priorizar entrevistas de quem pretende acompanhar os jogos.
O modelo recebeu o nome de FIFA PASS e tem como foco reduzir o tempo de espera para agendamento. “É fundamental que os viajantes entendam que estamos falando de prioridade na entrevista, não de facilitação na aprovação”, esclarece a advogada Luciane Tavares, diretora da AIA.
De acordo com ela, a regra geral continua sendo a exigência do visto B-1/B-2 para turistas. Apenas cidadãos de países integrantes do Programa de Isenção de Vistos podem viajar com autorização eletrônica pelo ESTA. “Ter um ingresso da FIFA não substitui o visto e não garante entrada nos Estados Unidos”, enfatiza.
O acesso ao FIFA PASS é limitado a quem comprou ingressos oficiais diretamente com a entidade organizadora e optou formalmente pelo sistema. O solicitante deve preencher o formulário DS-160, pagar a taxa consular de US$ 185 e seguir todas as etapas tradicionais do processo.
A expectativa é que, no início de 2026, os prazos de entrevista possam cair para algo entre seis e oito semanas, dependendo do consulado responsável pelo atendimento.
Apesar da agilidade prometida, as exigências permanecem rígidas. “A análise inclui antecedentes, comprovação financeira adequada, vínculos consistentes com o país de origem e intenção clara de retorno após o evento”, afirma Luciane.
Para quem já tem pedido em andamento e enfrenta proximidade da data da partida, existe a possibilidade de solicitar antecipação de entrevista pelo sistema convencional da embaixada ou consulado, mediante justificativa de urgência. A decisão é tomada caso a caso.
Mesmo os viajantes aptos ao ESTA devem agir com antecedência. “A autorização eletrônica também pode ser negada, por isso o planejamento é essencial”, alerta.
Segundo a advogada, fatores como histórico migratório, negativas anteriores ou irregularidades passadas podem influenciar na análise. “Cada situação precisa ser avaliada com cuidado, especialmente quando há prazos apertados.”
Com a Copa de 2026 se aproximando, a recomendação é clara: iniciar o processo o quanto antes e garantir que toda a documentação esteja correta para evitar contratempos.

































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