Goiás, 3 de fevereiro de 2026
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Goiânia

Barbie do Crime é presa novamente em Goiânia por descumprir pena por golpes virtuais

Condenada por estelionato em 2015, modelo foi detida após não cumprir serviços comunitários determinados pela Justiça.

Foto: Redes Sociais

A modelo fotográfica Bruna Cristine Menezes de Castro, conhecida como Barbie do Crime, foi presa novamente na sexta-feira (30), no bairro Parque Atheneu, em Goiânia. A prisão ocorreu para o cumprimento de mandado judicial relacionado à condenação por estelionato, após o descumprimento de pena alternativa imposta pela Justiça.  As informações são do G1.

Bruna foi condenada em 2015 por aplicar golpes pela internet, principalmente por meio da venda de celulares e outros produtos que não eram entregues às vítimas. À época, a sentença determinou o cumprimento de serviços comunitários e o pagamento de multa equivalente a 10 salários mínimos. Durante o julgamento, a modelo confessou os crimes.

Segundo informações da Polícia Militar, a prisão foi realizada por equipes do 31º Batalhão da PM. Ainda conforme a corporação, Bruna possui passagens por estelionato, uso de documento falso e responde a processos em Goiás, no Distrito Federal e no Rio de Janeiro. Até a última atualização da reportagem, a defesa não havia sido localizada.

De acordo com a Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas de Goiânia, a prisão foi determinada após a constatação de que a condenada deixou de cumprir os serviços comunitários e não compareceu a audiências judiciais. O descumprimento levou à expedição do mandado de prisão, inicialmente em 2021, quando ela se apresentou voluntariamente à Polícia Civil.

Na ocasião, Bruna foi encaminhada à Casa do Albergado, mas obteve o direito de cumprir prisão domiciliar após recurso da defesa, que alegou que ela é mãe de duas crianças menores de 12 anos. A medida foi concedida até a realização de nova audiência judicial.

As investigações apontam que os golpes começaram ainda em 2015, quando pelo menos 20 moradores de Goiânia denunciaram prejuízos que somavam cerca de R$ 50 mil. Posteriormente, a Polícia Civil informou que mais de 100 pessoas, de Goiás e de outros estados, relataram ter sido vítimas do mesmo esquema.

Segundo a apuração policial, Bruna utilizava perfis falsos nas redes sociais para anunciar celulares, perfumes e maquiagens importadas. Após receber os pagamentos, ela deixava de responder às vítimas. A investigação também indicou o uso de contas bancárias de terceiros para movimentar os valores.

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