Goiânia
Mais de 6 mil crianças aguardam creche em Goiânia
Capital tem maior déficit de vagas na educação infantil; estado soma 35 mil na fila
Foto: Pexels
A capital goiana aparece como a cidade com maior carência de vagas na educação infantil municipal em todo o estado. Levantamento do Ministério Público de Contas de Goiás revela que 6.031 crianças de 0 a 5 anos aguardam atendimento em creches e pré-escolas em Goiânia.
O estudo, intitulado Retrato da Educação Infantil 2025, reúne dados informados pelas prefeituras ao Sistema Integrado de Monitoramento e Controle do Ministério da Educação (Simec). No total, 35.265 crianças estão na fila em 126 municípios goianos.
Depois de Goiânia, os maiores déficits são registrados em Aparecida de Goiânia (2.849), Santo Antônio do Descoberto (2.691), Senador Canedo (1.978) e Caldas Novas (1.091).
Outras cidades com alta demanda incluem Catalão (867), Luziânia (812), Goianira (640), Rio Verde (618), Cidade Ocidental (585), Trindade (489), Mineiros (462), Cristalina (442), Formosa (426), Chapadão do Céu (226), São Luiz do Norte (188), Niquelândia (185), Pires do Rio (173), Itaberaí (164) e Inhumas (161).
Estrutura insuficiente
Para atender a atual demanda apenas na capital, seriam necessárias 497 novas salas de aula. A divisão considera o limite de alunos por faixa etária: até 10 bebês por turma, até 15 crianças de 2 a 3 anos e até 20 alunos para crianças de 4 anos.
O maior gargalo em Goiânia está no atendimento a bebês, com 3.037 vagas em falta. Para a faixa de 2 a 3 anos, o déficit é de 2.548 vagas, enquanto 446 crianças de até 4 anos ainda aguardam matrícula.
Em Aparecida de Goiânia, o cenário também é crítico: seriam exigidas 241 novas salas para suprir 1.617 vagas para bebês, 961 para crianças de 2 a 3 anos e 271 para até 4 anos.
Custo estimado
O levantamento indica que aproximadamente R$ 1,68 bilhão seriam necessários para eliminar a fila em todo o estado, com investimentos voltados à ampliação da infraestrutura e da oferta de vagas.
Com o crescimento populacional e o avanço da urbanização, a tendência é de aumento da procura por vagas na rede pública, o que reforça a urgência de planejamento e expansão da educação infantil nos municípios goianos.

































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