Goiás, 8 de abril de 2026
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Amado Batista entra na lista do trabalho escravo; defesa reage

Cantor teve propriedades fiscalizadas em Goiás; advogado nega resgate de trabalhadores e afirma que irregularidades foram corrigidas

Cozinha improvista de galpão onde estavam alojados trabalhadores e outro cômodo da propriedade com colchões — Foto: Reprodução/MTE

O nome do cantor Amado Batista passou a integrar a chamada “lista suja” do trabalho análogo à escravidão, atualizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na segunda-feira (6). A inclusão está relacionada a fiscalizações realizadas em 2024 em duas propriedades rurais localizadas em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia.

De acordo com o Governo Federal, 14 trabalhadores foram encontrados em condições consideradas irregulares. Desse total, dez estavam no Sítio Esperança, voltado à produção leiteira, e quatro no Sítio Recanto da Mata, área destinada ao cultivo de milho.

A defesa do cantor contesta a versão oficial. O advogado Mauricio Carvalho afirmou que não houve resgate de trabalhadores nas propriedades e que todos continuam exercendo suas atividades normalmente. Segundo ele, as situações apontadas durante a fiscalização já foram solucionadas.

No caso do Sítio Recanto da Mata, o local era arrendado para plantio e contava com uma empresa terceirizada responsável pela abertura da área. Ainda conforme a defesa, eventuais irregularidades identificadas envolveram quatro trabalhadores vinculados a essa prestadora de serviços.

Após a inspeção, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT), prevendo a regularização das pendências trabalhistas. O advogado sustenta que todas as obrigações foram quitadas.

Já no Sítio Esperança, os apontamentos envolveram questões estruturais, como moradia e áreas de convivência. A defesa informou que as adequações exigidas foram realizadas e concluídas.

As fiscalizações ocorreram entre os dias 19 e 29 de novembro de 2024, após denúncia sobre possíveis irregularidades. Segundo o MTE, no Sítio Recanto da Mata, trabalhadores teriam sido encontrados em condições degradantes, com jornadas exaustivas e alojamento precário. Já no Sítio Esperança, a principal irregularidade identificada foi a carga horária excessiva, que chegaria a até 18 horas diárias.

O órgão federal também apontou que, na área de cultivo, os trabalhadores dormiam em condições inadequadas, sem estrutura mínima, e relataram ausência de registro formal e atraso no pagamento de salários.

A defesa do cantor reforça que todas as medidas necessárias foram adotadas após a fiscalização e que providências administrativas estão em andamento para encerrar os procedimentos relacionados ao caso.

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