Goiás
Goiás aposta em mosquitos com bactéria para frear dengue e outras doenças
Municípios de Valparaíso e Luziânia serão os primeiros a receber o método Wolbachia no estado, com previsão de início ainda este ano
Canva
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) vai aplicar o método Wolbachia em Valparaíso e Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, como parte das estratégias de combate à dengue, zika e chikungunya. A tecnologia utiliza mosquitos Aedes aegypti com uma bactéria que impede a multiplicação dos vírus nos insetos, interrompendo o ciclo de transmissão.
A iniciativa será executada em parceria com a empresa Wolbito do Brasil, responsável pela criação e soltura dos chamados Wolbitos, como são chamados os mosquitos com Wolbachia. O método foi autorizado pela Anvisa em 2022 e é reconhecido como seguro, autossustentável e sem modificações genéticas.
O processo prevê seis etapas, que incluem desde o planejamento da liberação até o monitoramento dos resultados. A soltura será semanal e acompanhada por ações educativas.
Goiás já soma mais de 123 mil notificações de dengue em 2025, com 72 mil confirmações e 53 mortes. Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, os primeiros efeitos devem ser observados já na próxima sazonalidade, mas o impacto total será avaliado em até dois anos.
A escolha dos dois municípios se baseou na proximidade com Brasília, onde fica o entreposto de distribuição, e na alta incidência de casos.
Em experiências anteriores, como em Niterói, os resultados mostraram redução de 70% nos casos de dengue e até 60% de chikungunya.

































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