Goiás, 3 de fevereiro de 2026
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HGG inicia cirurgias de redesignação sexual com laser e amplia atendimento à população trans

HGG, por meio do Serviço Especializado do Processo Transexualizador – Ambulatório TX, passa a realizar cirurgias complementares de redesignação sexual com uso de laser de CO²

(Foto: Augusto Galvão)

O Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG) iniciou, na quinta-feira (29), a realização de cirurgias complementares de redesignação sexual com uso de laser de CO². O procedimento é realizado pelo Serviço Especializado do Processo Transexualizador – Ambulatório TX e representa um avanço tecnológico na rede pública de saúde de Goiás.

A técnica é considerada minimamente invasiva, proporcionando menor tempo de internação, redução de dor no pós-operatório e recuperação mais acelerada. No primeiro dia de aplicação, cinco pacientes foram operadas, tornando-se as primeiras da rede estadual a passar pelo procedimento com essa tecnologia.

Segundo a ginecologista Bruna Landeiro, responsável pelo serviço, as cirurgias complementares são indicadas para ajustes necessários após a redesignação sexual, com foco em funcionalidade, estética e conforto. O uso do laser permite incisões microscópicas, menor sangramento e maior precisão, o que reduz riscos e preserva tecidos saudáveis.

Marco no Dia da Visibilidade Trans

A adoção da nova técnica ocorreu no Dia Nacional da Visibilidade Trans, data que simboliza a luta por respeito, dignidade e direitos da população trans. Para marcar o momento, o hospital realizou o hasteamento da bandeira do Orgulho Trans em sua estrutura.

Liderança nacional

Dados do DataSUS indicam que Goiás lidera o número de cirurgias de redesignação sexual realizadas no país. Entre janeiro de 2023 e dezembro de 2025, foram 91 procedimentos, número superior ao de outros estados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O HGG realiza essas cirurgias desde antes da habilitação oficial do serviço pelo Ministério da Saúde, mas os dados consideram apenas o período após a autorização nas modalidades ambulatorial e hospitalar.

Ampliação dos serviços

Além das cirurgias, o hospital oferece hormonioterapia com acompanhamento farmacêutico, terapia de readequação vocal e procedimentos específicos para mulheres e homens trans, como prótese mamária, tireoplastia, mastectomia e histerectomia.

O Projeto TX, criado em 2017, já ultrapassou 20 mil atendimentos, consolidando o HGG como referência nacional no cuidado integral à população trans, com atuação multiprofissional e acompanhamento contínuo.

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