Goiás, 4 de fevereiro de 2026
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Mais de 150 mil dependentes do Ipasgo terão cobrança de mensalidade a partir de janeiro

Lei aprovada na Alego altera modelo de cobrança e estabelece valores proporcionais à idade dos beneficiários.

Sede do Ipasgo em Goiânia, Goiás

Mais de 150 mil dependentes do Ipasgo começarão a pagar mensalidade a partir de janeiro de 2026. Os valores variam entre R$ 50 e R$ 332, conforme a faixa etária, e não poderão ultrapassar o valor pago pelo titular do plano. A mudança foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) por meio do Projeto de Lei 30892/25.

De acordo com o Governo de Goiás, responsável pela proposta, a cobrança é necessária para garantir a continuidade e o equilíbrio financeiro do Ipasgo. O instituto afirma que o atual modelo, em que o titular paga um valor único pelo plano familiar, independentemente do número ou da idade dos dependentes, não consegue se sustentar.

Hoje, o plano básico, com acomodação em enfermaria, desconta até 6,81% do salário do titular. Já o plano especial, com acomodação em apartamento, chega a 12,48%. Com as novas regras, a cobrança passa a ser individualizada: na enfermaria, os valores vão de R$ 50,67 a R$ 221,39; no plano especial, variam entre R$ 58 e R$ 332,68.

Segundo o Ipasgo, o dependente será responsável por 30% do custo total da assistência, enquanto o plano cobrirá os outros 70%, seguindo critérios atuariais.

Discussão na Assembleia Legislativa

A votação na Alego contou com divergências. Foram 25 votos favoráveis, sete contrários e nove presenças que não registraram voto. Parlamentares contrários afirmaram que a medida prejudica servidores e pressiona financeiramente as famílias.

A deputada Bia de Lima (PT) avaliou que a mudança enfraquece o plano de saúde dos servidores públicos e representa, em sua visão, uma ação que causa impacto direto no orçamento das famílias.

Ao defender a proposta, o deputado Amauri Ribeiro (UB) reforçou que a cobrança é indispensável para manter o plano viável. Ele argumentou que nenhum sistema de saúde suplementar consegue sobreviver sem contribuição de dependentes e que o objetivo é preservar a qualidade do atendimento.

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