Goiás
Mulher fica em estado grave após ter o corpo queimado na frente da filha em Aparecida de Goiânia
Vítima de 23 anos segue internada em estado grave na UTI de queimados do Hugol
A Polícia Civil investiga um caso de violência doméstica registrado em Aparecida de Goiânia, onde uma mulher de 23 anos sofreu queimaduras graves na presença da filha de 3 anos. A vítima, Emilli Vitória Guimarães Lopes, permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).
O episódio aconteceu na quarta-feira (28). O companheiro da vítima, Raffael Castro da Silva, é apontado como suspeito do crime. A família informou que só tomou conhecimento da gravidade do caso dois dias depois, quando Emilli já estava hospitalizada.
Segundo o relato feito à Polícia Civil, o suspeito apresentou à família a versão de que o ocorrido teria sido um acidente doméstico envolvendo álcool durante o preparo de uma refeição. Ele afirmou que as chamas teriam atingido a mulher de forma acidental e que tentou conter o fogo colocando-a sob o chuveiro.
No entanto, a versão passou a ser contestada após o depoimento indireto da filha do casal. De acordo com o registro judicial, a criança relatou aos avós que o pai teria provocado o incêndio. O avô confirmou à polícia que a fala da menina contradisse o que havia sido informado anteriormente pelo suspeito.
A mãe da vítima também declarou que tinha conhecimento de agressões anteriores sofridas por Emilli. Em um dos episódios, a jovem chegou a deixar a casa do companheiro e permanecer com a família por alguns dias, mas acabou retomando o relacionamento.
O Hugol informou que a paciente segue internada na UTI de Queimados, em estado geral grave, respirando com auxílio de aparelhos. Conforme dados do Tribunal de Justiça de Goiás, até a última atualização, o suspeito não havia sido preso. A defesa dele não foi localizada.

































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