Goiás
Parceria com Japão impulsiona mineração em Goiás
Acordo busca ampliar pesquisas e tecnologia para exploração de terras raras no estado.
Foto: Divulgação/Serra Verde
O estado de Goiás deu mais um passo para ampliar sua presença no mercado global de minerais estratégicos. Na segunda-feira (9), foi assinado um acordo de cooperação com o Japão voltado ao desenvolvimento de pesquisas e investimentos na exploração de terras raras.
O memorando foi firmado entre a Autoridade de Minerais Críticos do Estado de Goiás (Amic) e a Organização Japonesa de Segurança em Metais e Energia (Jogmec), instituição japonesa especializada em projetos ligados a mineração e energia.
Para o governo estadual, a cooperação abre caminho para ampliar o conhecimento técnico, atrair investimentos e fortalecer o aproveitamento econômico desses minerais considerados estratégicos para a indústria global.
O vice-governador Daniel Vilela destacou que Goiás pode concentrar aproximadamente 25% da produção potencial brasileira de terras raras. Segundo ele, o intercâmbio com o Japão pode acelerar pesquisas e o desenvolvimento tecnológico necessário para expandir o setor.
Já o secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, explicou que o desenvolvimento da cadeia produtiva no próprio estado pode gerar grande valor econômico, já que os minerais são base para produtos tecnológicos de alto valor agregado.
Importância estratégica
As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a produção de tecnologias modernas. Eles são amplamente utilizados em equipamentos eletrônicos, motores de veículos elétricos, turbinas eólicas e dispositivos digitais.
Esses minerais são especialmente importantes na produção de ímãs permanentes de alta performance, utilizados em sistemas industriais e energéticos.
Minaçu é polo da atividade
A exploração de terras raras em Goiás ocorre principalmente no município de Minaçu, onde atua a mineradora Serra Verde Pesquisa e Mineração.
Segundo o Ministério de Minas e Energia, a empresa é atualmente a única fora da Ásia a produzir em escala comercial quatro elementos magnéticos fundamentais: disprósio, térbio, neodímio e praseodímio.
Esses minerais são amplamente utilizados na fabricação de motores elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas de geração de energia.
Informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos indicam que o Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, atrás apenas da China, que domina a produção e o refino desses minerais.
A operação da mineradora em Minaçu começou em 2024 e atualmente emprega cerca de 400 trabalhadores, grande parte deles moradores da região.

































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