Goiás, 23 de fevereiro de 2026
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Pesquisa da UFG aponta que violência contra professores reflete precarização do trabalho

Estudo revela que problemas estruturais e falta de valorização docente são fatores centrais nas agressões sofridas por professores do ensino básico.

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A Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio do Observatório do Estado Social Brasileiro, publicou em outubro de 2025 um estudo que relaciona a violência contra professores do ensino básico brasileiro à precarização do trabalho docente.

Segundo o professor Tadeu Arrais, do Instituto de Estudos Socioambientais (Iesa), a pesquisa busca analisar a violência como consequência de condições estruturais, rejeitando soluções individuais ou de militarização. A conclusão indica que agressões físicas e verbais são sintomas da fragilização das carreiras e da responsabilização isolada dos profissionais.

A análise incluiu dados do Censo Escolar, do Inep e relatórios sobre violência armada, abrangendo 2.535.510 docentes e mais de 47 milhões de matrículas em 2024. Foram considerados indicadores como tamanho das turmas, vínculos administrativos, infraestrutura das escolas, remuneração e esforço exigido dos professores.

O estudo evidencia que políticas de austeridade, cortes de investimento e contratos temporários têm contribuído para a instabilidade profissional. Em 2024, sete redes estaduais contavam com menos de 50% de docentes efetivos, aumentando o impacto psicológico e fragmentando o coletivo docente. A pesquisa conclui que a valorização da carreira, salários adequados e autonomia didática são essenciais para reduzir a violência escolar.

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