Goiás
Projeto em Goiás vai oferecer banhos de floresta gratuitos para tratar ansiedade e depressão
Ação inédita integra saúde e meio ambiente e será aplicada a pacientes do SUS em cinco parques do estado.
Foto: Canva
O governo de Goiás vai iniciar em novembro o projeto Saúde e Natureza, que vai oferecer banhos de floresta gratuitos a pacientes do SUS com sintomas de ansiedade, depressão e insônia. A iniciativa é baseada em estudos científicos que comprovam os benefícios do contato com a natureza para o equilíbrio físico e emocional.
O programa é uma parceria entre a Semad, a UFG e a UFRJ, e terá como foco cinco parques estaduais, onde as atividades serão realizadas semanalmente durante oito semanas, com encontros de até duas horas. A metodologia segue o conceito japonês do “shinrin yoku”, ou banho de floresta, que utiliza os estímulos sensoriais da natureza para reduzir o estresse e restaurar o bem-estar mental.
Os participantes serão encaminhados por Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Centros de Atenção Psicossocial (Caps). O objetivo é oferecer uma alternativa não medicamentosa de cuidado, voltada a pessoas com sintomas leves a moderados de transtornos mentais.
Entre os locais que receberão a prática estão o Parque Estadual da Serra de Caldas Novas e o Parque Altamiro de Moura Pacheco, que contarão com educadores ambientais e profissionais de saúde capacitados para conduzir as vivências.
Os resultados serão acompanhados por exames clínicos e utilizados em estudos científicos sobre os impactos do contato com a natureza na saúde humana.
De acordo com a secretária de Meio Ambiente, Andréa Vulcanis, o projeto representa uma nova forma de integrar políticas de saúde pública e sustentabilidade. A proposta é expandir o programa para dez áreas verdes municipais em 2026 e apresentar os resultados na COP 30, em Belém.
O Mapa das Evidências da Efetividade Clínica das Intervenções Baseadas na Natureza, elaborado durante a primeira fase do projeto, será publicado em novembro pela Opas. O documento reúne 312 estudos científicos internacionais, dos quais mais de 90% indicaram benefícios à saúde mental e física.
As práticas analisadas vão além dos banhos de floresta e incluem hortas comunitárias, jardins terapêuticos e florestas-escola, além de experiências de realidade virtual para pacientes hospitalizados.

































Envie seu comentário