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Custo de vida em Goiás ultrapassa R$ 3,3 mil e pesa no orçamento das famílias
Levantamento nacional aponta que contas fixas e alimentação concentram a maior parte dos gastos no estado.
Imagem ilustrativa – Crédito: Freepik
Uma pesquisa nacional encomendada pela Serasa revela que morar em Goiás exige um gasto médio mensal de R$ 3.370, valor que posiciona o estado como o 9º mais caro do Brasil e o segundo no Centro-Oeste, ficando atrás apenas do Distrito Federal. Mesmo assim, Goiás aparece como o primeiro estado do ranking abaixo da média nacional de despesas, estimada em R$ 3.520.
O levantamento indica que a maior dificuldade enfrentada pelas famílias está na concentração dos gastos essenciais. Supermercado, moradia e contas básicas absorvem aproximadamente 57% do orçamento mensal, o que limita a capacidade de poupança e a gestão de imprevistos.
O maior impacto individual vem das compras de supermercado, com média de R$ 890 por mês. Na sequência, os custos com habitação aparecem entre R$ 870 e R$ 900, refletindo o peso do aluguel e das despesas associadas à moradia.
As contas recorrentes agravam o cenário. Gastos com energia elétrica, água e internet somam cerca de R$ 530 mensais. Segundo dados do IMB, baseados no IBGE, a energia elétrica foi o item que mais pressionou o orçamento em 2025, com alta acumulada de 30,06%. Esse movimento contribuiu para que o Centro-Oeste registrasse o maior custo médio de contas fixas do país, chegando a R$ 590 em alguns recortes da pesquisa.
No comportamento dos preços, houve sinais mistos no fim do ano. O grupo de Alimentação e Bebidas encerrou 2025 com estabilidade, embora cortes bovinos como o contrafilé tenham registrado alta de 2,12% em novembro. Já o setor de transportes apresentou queda de 0,67%, influenciado pela redução nos preços dos combustíveis. Itens básicos como tomate e arroz também ajudaram a conter o avanço da inflação.
Goiás também se destaca por gastos acima da média nacional em áreas essenciais. Em saúde e atividade física, o desembolso médio mensal chega a R$ 570, enquanto a média brasileira é de R$ 540. No transporte e mobilidade urbana, o estado ocupa a 5ª colocação nacional, com gasto médio de R$ 410, acima da média nacional de R$ 350.
Por outro lado, o consumo de bens considerados não essenciais é menor. Gastos com vestuário e cosméticos ficam em R$ 350, abaixo da média brasileira de R$ 390. Já o lazer aparece como uma prioridade para o goiano, com média mensal de R$ 360, superior ao restante do país.
A pesquisa mostra ainda que apenas 19% dos moradores do Centro-Oeste avaliam como fácil o controle das próprias finanças. Com a renda comprometida principalmente por despesas fixas, o planejamento financeiro se torna indispensável. Mesmo assim, apenas 10% dos entrevistados afirmam considerar a mudança de cidade em 2026 como alternativa para reduzir custos.
O levantamento foi realizado pelo Opinion Box para a Serasa entre 22 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026, ouvindo 6.063 pessoas em todo o país. A margem de erro é de 1,2 ponto percentual.


































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