Política
Adolescente de 15 anos burlou a Justiça e colocou Lula e Moraes como alvos de mandados falsos
Polícia apura esquema que adulterou mandados judiciais com acesso ilegal a sistemas oficiais
A Polícia Civil de Goiás investiga um esquema de fraude que resultou na inserção e alteração indevida de mandados judiciais em sistemas oficiais da Justiça. Um adolescente de 15 anos é apontado como principal responsável pelas ações, que atingiram bancos nacionais de dados e mobilizaram órgãos de segurança de vários estados.
O caso veio à tona após o Conselho Nacional de Justiça identificar, em janeiro deste ano, alterações irregulares no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. As apurações indicaram que as ações foram realizadas por meio de credenciais legítimas de servidores públicos, obtidas de forma ilícita, sem falhas técnicas ou invasão direta aos sistemas.
Segundo a Polícia Civil, os acessos permitiram ao investigado inserir, modificar e excluir mandados de prisão, além de criar processos fictícios em sistemas estaduais. Em um dos acessos, mais de 100 movimentações foram realizadas com uma única credencial.
A investigação também revelou que o adolescente apresentava movimentação financeira elevada e padrão de vida incompatível com a idade, além de não frequentar a escola havia aproximadamente dois anos. Não havia registro de vínculo com atividades legais que justificassem os gastos identificados.
As autoridades apuram ainda a comercialização dessas credenciais em ambientes virtuais. De acordo com o Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de Goiás, os dados eram organizados em pacotes e negociados com o objetivo de permitir a baixa fraudulenta de mandados e tentar beneficiar criminosos ligados a facções.
Apesar da gravidade, a polícia informou que nenhuma fraude gerou prejuízo efetivo. Todos os registros adulterados foram identificados, corrigidos e restabelecidos, e os processos criados de forma irregular foram arquivados.
A Operação Lex Data cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Goiás e no Distrito Federal. Não houve prisões até o momento. O material recolhido será analisado para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.
Em nota, o Tribunal de Justiça de Goiás afirmou que atuou diretamente na apuração interna das fraudes e compartilhou relatórios técnicos com as autoridades policiais, além de reforçar medidas administrativas e tecnológicas de segurança.



































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