Política
Câmara rejeita moção contra jornalista por camiseta de Taylor Swift
Proposta criticava repórter que apareceu na TV com camiseta que trocava imagem de Jesus por Taylor Swift.
Foto: Divulgação
A Câmara Municipal de Uberlândia, em Minas Gerais, rejeitou uma moção de repúdio apresentada contra a jornalista Mariana Spinelli após a repercussão de uma camiseta usada por ela durante uma transmissão esportiva. A peça trazia uma paródia visual que substituía a imagem de Jesus Cristo pela da cantora Taylor Swift.
O episódio que motivou o debate ocorreu em setembro de 2025, quando a repórter da TV Globo participou da cobertura de um jogo. Na ocasião, circulavam rumores de que a cantora poderia comparecer ao evento para assistir ao namorado, o jogador de futebol americano Travis Kelce.
Fã declarada da artista — conhecida entre admiradores como “swiftie” — a jornalista apareceu na transmissão vestindo a camiseta que fazia a referência à cantora. A imagem rapidamente repercutiu nas redes sociais e acabou chegando ao debate político em Uberlândia meses depois.
A vereadora Janaina Guimarães (PL) apresentou uma moção de repúdio ao considerar a estampa ofensiva à fé cristã. No texto do requerimento, a parlamentar argumentou que a imagem representaria desrespeito à figura de Jesus Cristo e defendeu que o Legislativo municipal manifestasse oficialmente reprovação ao episódio.
Debate dividiu vereadores
O tema foi discutido em sessão realizada na terça-feira (10) e acabou provocando divergências entre os parlamentares.
Durante a discussão, Janaina Guimarães criticou o tempo que levou para que o pedido fosse colocado em votação e afirmou que o assunto teria sido tratado com desdém por alguns colegas. Na avaliação da vereadora, o caso deveria ser visto como um desrespeito à fé cristã.
Outros vereadores, porém, questionaram a relevância da pauta para o município. A vereadora Amanda Gondim (PSB) afirmou que ficou constrangida com a discussão e comentou que não imaginava subir à tribuna para debater Taylor Swift. Ela também defendeu que a Câmara deveria priorizar problemas mais urgentes da cidade e preservar a liberdade de expressão.
Moção foi rejeitada
Protocolada cerca de seis meses antes da votação, a proposta acabou rejeitada pelo plenário. Foram registrados 13 votos contrários à moção, dois favoráveis e duas abstenções.
Com o resultado, a Câmara de Uberlândia decidiu não emitir qualquer manifestação oficial contra a jornalista.
Procurada após a votação para comentar o desfecho da discussão, Mariana Spinelli preferiu não se pronunciar sobre o episódio.































Envie seu comentário