Política
Instalação de grama sintética em Goiânia gera debate entre moradores
Projeto-piloto da Comurg já alcançou a Avenida Castelo Branco e a Rua 44; especialistas alertam sobre custos a longo prazo.

A Prefeitura de Goiânia iniciou nesta semana a instalação de grama sintética em pontos estratégicos da cidade. O material já foi colocado no canteiro central da Avenida Castelo Branco, entre as praças Ciro Lisita e Walter Santos, no Setor Coimbra, e também na Rua 44.
De acordo com a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg), a iniciativa é um projeto-piloto que busca avaliar a eficiência do uso da grama sintética em locais onde a vegetação natural não se mantém, especialmente no período de seca. O material foi adquirido em abril de 2023, durante a gestão anterior, e estava em estoque.
A medida tem provocado reações divergentes. Parte da população critica a ausência de benefícios ambientais, como a regulação da temperatura e a permeabilidade do solo, características da grama natural. Outros moradores, no entanto, apoiam a instalação, destacando a resistência do material, a durabilidade e a economia de recursos públicos em manutenção.
O contrato firmado em 2023 previa a compra de mais de 900 m² do produto, com propostas que variaram entre R$ 7,7 milhões e R$ 59,5 milhões. A Comurg afirma que a grama utilizada é resistente ao sol e ao pisoteio, além de possuir tratamento antifúngico e antibactericida.
Especialistas alertam que, apesar da baixa manutenção, a durabilidade em áreas públicas pode ser menor e representar custos adicionais ao município no futuro. A Prefeitura avalia expandir o uso do material para parques infantis e campos de futebol de terra, mas ainda não divulgou cronograma oficial.

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