Goiânia
Goiânia confirma 709 casos de chikungunya e alta chega a 609%
Número registrado até agosto já é mais de quatro vezes superior ao total de casos contabilizados durante todo o ano de 2025.
O avanço da chikungunya em Goiânia ganhou força em 2026 e fez o número de casos confirmados superar, ainda em agosto, todo o acumulado do ano anterior.
Até o dia 20 deste mês, 709 pessoas haviam sido diagnosticadas com a doença na capital, enquanto 100 casos tinham sido registrados no mesmo período de 2025. A comparação representa uma alta de 609%.
O total também ultrapassou com folga os 163 casos confirmados ao longo de todo o ano passado.
As suspeitas acompanham o mesmo movimento. Goiânia contabilizou 827 notificações em 2026, contra 213 no mesmo período de 2025, uma diferença de aproximadamente 288%.
Dengue ultrapassa 31 mil casos
Os dados da Secretaria Municipal de Saúde mostram que a dengue também apresenta crescimento neste ano.
Até a semana epidemiológica 32, foram confirmados 31.207 casos na capital. No mesmo intervalo de 2025, eram 26.130, o que representa aumento de 19,4%.
A situação é diferente para a zika. Não houve confirmação de casos da doença em Goiânia nos dois anos considerados.
A SMS explica que o aumento das notificações não está necessariamente ligado apenas à circulação das doenças. A intensificação da busca ativa por pacientes e o reforço do registro realizado pelas unidades de saúde também contribuíram para ampliar os números.
Combate ao mosquito mobiliza agentes
O principal vetor da chikungunya é o Aedes aegypti, também responsável pela transmissão da dengue e da zika.
Mesmo sem o período de chuvas, os cuidados para evitar criadouros continuam sendo necessários. A recomendação é eliminar pontos onde possa haver água acumulada, manter caixas-d’água fechadas, limpar calhas e quintais, cuidar das piscinas e dar destinação adequada ao lixo.
Desde fevereiro, os agentes de combate às endemias fizeram mais de 1,5 milhão de vistorias em imóveis de Goiânia.
Durante as visitas, cerca de 43 mil focos do mosquito foram eliminados.
O trabalho inclui ainda inspeções em imóveis abandonados ou fechados e medidas de controle químico, como pulverização de inseticidas, nebulização em áreas abertas e uso de fumacê em pontos definidos como estratégicos.
Novas tecnologias entram no combate
Além das ações convencionais, a capital começou a ampliar o uso de armadilhas específicas para o controle do Aedes.
Nesta terça-feira (25), as primeiras unidades do modelo In2Care foram instaladas no Residencial Itaipu.
O planejamento prevê a distribuição de 15 mil equipamentos em quatro regiões. Serão 1.344 na Região Sudoeste, 2.600 na Norte, 2.624 na Sul e 3.400 na Noroeste.
A armadilha foi desenvolvida para atrair fêmeas do mosquito. Depois que o inseto entra em contato com o equipamento, uma substância adere ao seu corpo.
A partir daí, ao sair da armadilha e circular por outros locais, o mosquito pode transportar o material para outros criadouros, contribuindo para dificultar a reprodução.
O método não substitui as ações dos agentes de endemias. A proposta é somar a tecnologia à retirada de criadouros, ao tratamento de recipientes e ao uso de inseticidas nos casos em que houver indicação técnica.
Outra ferramenta, chamada Inestrap, também começou a ser implantada. As primeiras instalações ocorreram na Região Leste e o projeto prevê expansão para Campinas-Centro e Oeste.
Nessas três regiões, a previsão é instalar 10 mil unidades do equipamento.



































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