Goiás
Terreiro reúne dezenas de filhos de santo em mutirão de limpeza de cemitério em Luziânia
Voluntários recolheram resíduos e higienizaram espaço usado por comunidades religiosas no Cemitério Jardim da Consolação.
O Cruzeiro das Almas, localizado no Cemitério Jardim da Consolação, em Luziânia, recebeu uma ação de conservação no último domingo (16). A iniciativa reuniu 26 participantes ligados à Tenda Espírita Pai João da Caridade, além de voluntários.
A atividade foi organizada diante do acúmulo de resíduos deixados no espaço por frequentadores. Entre os materiais encontrados estavam garrafas, sacolas e outros plásticos, papéis, restos de oferendas e lixo em geral.
Depois da coleta, os participantes fizeram a higienização do Cruzeiro das Almas. A mobilização durou aproximadamente uma hora.
O local tem significado religioso para praticantes de religiões de terreiro, que o utilizam para orações, momentos de reflexão e manifestações de respeito aos ancestrais e guias espirituais.
Trabalho é realizado pelo terceiro ano
A iniciativa de limpeza não é inédita. A Tenda Espírita Pai João da Caridade promove a mobilização pelo terceiro ano seguido. Em 2025, a ação ocorreu em 27 de julho e contou com cerca de 25 pessoas.
Na edição deste ano, os voluntários foram organizados em grupos para realizar tanto a coleta dos materiais quanto a lavagem do espaço. A intenção foi devolver o local em condições adequadas para as comunidades religiosas que o frequentam.
Além da limpeza, os organizadores reforçaram a necessidade de que os próprios frequentadores recolham embalagens, garrafas e objetos descartáveis usados durante oferendas e obrigações.
Líder religioso pede respeito
Responsável pela Tenda Espírita Pai João da Caridade, Pai David de Ogum também utilizou a ocasião para abordar a intolerância religiosa.
Para ele, o descarte inadequado de resíduos por algumas pessoas não deve servir como argumento para responsabilizar ou desqualificar comunidades inteiras de religiões de matriz africana.
O líder religioso defendeu que sacerdotes, zeladores, babalorixás, iyalorixás e demais integrantes dessas tradições em Luziânia e região participem do esforço de preservação do Cruzeiro das Almas.
A mensagem da mobilização, segundo a organização, combina cuidado com o patrimônio, responsabilidade ambiental e respeito ao caráter religioso do espaço.



































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