Goiás, 18 de agosto de 2026
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Lagarto recebe água de brigadista após fugir de incêndio em GO

Vídeo do resgate em São Domingos viralizou nas redes e ultrapassou 2,5 milhões de visualizações

Em meio ao avanço de um incêndio florestal que já destruiu milhares de hectares no Parque Estadual de Terra Ronca, um episódio envolvendo um animal silvestre ganhou destaque nas redes sociais. Um lagarto-preguiça foi encontrado tentando fugir das chamas e acabou retirado da área de risco por um brigadista.

O resgate ocorreu no sábado (15), em São Domingos, no nordeste de Goiás. Depois de ser levado para um ponto seguro, o animal recebeu água enquanto a equipe se preparava para soltá-lo novamente na natureza.

As imagens mostram o lagarto abrindo a boca enquanto recebe água. Após beber, ele levanta o corpo. O registro rapidamente chamou a atenção dos internautas e já passou de 2,5 milhões de visualizações.

Animal enfrentava o calor das chamas

Rodrigo Vieira, brigadista civil que participou do resgate, contou que encontrou o animal no meio da área atingida pelo fogo. Depois de retirá-lo dali, a equipe decidiu oferecer água antes de fazer a soltura.

A situação chamou a atenção do profissional pela condição enfrentada pelo lagarto durante a tentativa de fuga, em meio ao calor provocado pelo incêndio.

O animal é um lagarto-preguiça, conhecido também como papa-vento e camaleão-do-Cerrado. Segundo a veterinária Luana Borboleta, ouvida pelo g1, a espécie ocorre na região e tem como uma de suas principais características a capacidade de se camuflar.

Na natureza, o lagarto costuma permanecer parado em galhos, comportamento que pode torná-lo difícil de localizar.

A espécie não está classificada como ameaçada de extinção ou vulnerável.

Fogo avança pelo parque

O incêndio no Parque Estadual de Terra Ronca teve início em 10 de agosto. Desde então, brigadistas civis e militares foram mobilizados para atuar no combate às chamas.

Um levantamento do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da UFRJ apontou que mais de 10 mil hectares já haviam sido consumidos pelo fogo. O número equivale a aproximadamente 18% da área total do parque.

O trabalho das equipes acontece em diferentes frentes e enfrenta obstáculos provocados pela estiagem, pelo calor e pela dificuldade de chegar a determinadas áreas.

Uma força-tarefa continua atuando para conter o incêndio e reduzir o risco de que novos focos avancem pela vegetação.

A Polícia Civil investiga o que provocou o início do fogo.

Resgate expõe impacto sobre a fauna

O episódio envolvendo o lagarto também revela uma consequência dos grandes incêndios que costuma receber menos atenção: a fuga de animais silvestres diante da destruição de seus habitats.

Com o avanço das chamas, a fauna fica sujeita não apenas ao fogo, mas também à fumaça, às temperaturas elevadas e à perda de locais utilizados para abrigo e alimentação.

Nesse contexto, o resgate realizado pelos brigadistas representa uma parte do trabalho desenvolvido durante a operação. Enquanto as equipes tentam conter o incêndio e proteger áreas naturais, também precisam lidar com os animais que são encontrados durante o avanço das chamas.

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