Goiás, 21 de maio de 2026
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Política

Polícia prende ex-prefeito suspeito de simular próprio sequestro

Investigação aponta que familiares foram pressionados a pagar R$ 4 mil para descobrir paradeiro de Lourenço Pereira Filho.

Lourenço Pereira Filho foi prefeito de Uruaçu entre 2009 e 2012 — Foto: Reprodução/Instagram de Lourenço Pereira Filho e Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Goiás prendeu o ex-prefeito de Uruaçu, Lourenço Pereira Filho, suspeito de participar de uma falsa situação de desaparecimento para extorquir dinheiro da própria família, em Goiânia.

As investigações indicam que um homem ligado ao ex-prefeito entrou em contato com familiares exigindo R$ 4 mil para revelar onde Lourenço estava. Conforme o delegado William Bretz, os dois seriam amigos e teriam planejado juntos a suposta farsa.

O caso teve início após Lourenço viajar de Uruaçu para Goiânia no dia 13 de março. Segundo relatos da família, ele deixou de responder mensagens e chamadas após chegar à capital, o que gerou preocupação entre parentes e conhecidos.

Na tentativa de encontrá-lo, familiares localizaram nas redes sociais a foto de um amigo ao lado do ex-prefeito. Ao ser procurado, o homem informou que Lourenço possuía uma dívida de R$ 4 mil e afirmou que só indicaria o paradeiro dele após o pagamento da quantia.

Após buscas, policiais encontraram o suspeito, que acabou revelando onde Lourenço estava hospedado. O ex-prefeito foi localizado em segurança, mas a versão apresentada levantou suspeitas de um possível esquema para obtenção de dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, os dois estavam juntos consumindo bebida alcoólica e teriam criado a situação para tentar arrecadar recursos junto à família.

O delegado William Bretz afirmou que Lourenço chegou a participar de uma ligação telefônica com familiares no momento em que o dinheiro era cobrado, mas permaneceu sem esclarecer a situação mesmo estando com o celular.

Ainda conforme a investigação, o ex-prefeito possui problemas de saúde, incluindo cirrose hepática, diabetes e baixa contagem de plaquetas. Em uma das chamadas, ele teria conseguido falar apenas o nome de um familiar de forma lenta.

Os dois suspeitos foram presos na segunda-feira (19) e passaram por audiência de custódia. A Justiça converteu as prisões em flagrante para preventiva. Eles são investigados pelo crime de extorsão majorada pelo concurso de agentes.

O caso continua sendo apurado pela 4ª Delegacia Distrital de Goiânia.

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