Goiás, 20 de maio de 2026
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Concurso em Goiás: candidato escondia celular em vaso para usar ChatGPT

Homem escondia celular em banheiro de local de prova enquanto esposa pesquisava respostas durante concurso em Goiânia

Canva

A Polícia Civil prendeu em flagrante um homem de 28 anos suspeito de tentar fraudar o concurso para auditor fiscal da Receita Estadual de Goiás, realizado no domingo (17), em Goiânia. Segundo a investigação, ele utilizava um celular escondido no banheiro para fotografar as questões da prova e receber respostas enviadas pela esposa.

O aparelho foi encontrado preso atrás da privada com fita dupla face. Conforme os investigadores, o candidato escondia o caderno de questões dentro da roupa e ia repetidamente ao banheiro para tirar fotos sem chamar atenção.

Do lado de fora, a mulher dele, de 24 anos, utilizava o ChatGPT para pesquisar possíveis respostas e encaminhar o conteúdo ao marido por meio do WhatsApp. O cargo disputado no concurso oferece remuneração inicial de R$ 28,5 mil.

O esquema começou a ser descoberto depois que fiscais realizaram uma varredura nos banheiros com detectores de aparelhos eletrônicos durante o segundo turno da prova. Após localizar o celular escondido, a equipe passou a monitorar a movimentação no local.

A frequência com que o candidato acessava o banheiro levantou suspeitas e levou ao acionamento da Polícia Civil. Segundo a corporação, o homem confessou participação no esquema no momento da abordagem.

A esposa dele foi encontrada na Rodoviária de Anápolis, desembarcando de um ônibus vindo de Jaraguá. Ainda conforme a polícia, ela confirmou participação na fraude e forneceu espontaneamente a senha do celular utilizado.

Em depoimento, o casal alegou dificuldades financeiras e afirmou que planejou previamente toda a estratégia para burlar o concurso, incluindo o esconderijo do aparelho eletrônico e o envio das respostas.

Os dois responderão pelo crime de fraude em concurso público. Após pagamento de fiança, eles foram liberados.

Outro caso também chamou atenção durante a aplicação das provas. Um advogado inscrito na OAB do Distrito Federal foi detido após fiscais encontrarem uma porção de cocaína com ele. O candidato assinou um TCO por porte de drogas para consumo pessoal, foi liberado e acabou desclassificado do concurso.

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