Goiás
Jovem implora para motorista parar carro antes de capotamento na BR-060
Estudante de Direito morreu após acidente na BR-060, em Alexânia; motorista admitiu consumo de álcool e acabou preso.
A Polícia Civil de Goiás investiga como possível feminicídio com dolo eventual a morte da estudante de Direito Kimmberlly Gisele Pereira Rodrigues, de 21 anos, ocorrida após um acidente na BR-060, em Alexânia.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo gravado pela própria jovem minutos antes do capotamento. Nas imagens, ela pede repetidamente para que o motorista pare o carro e a leve de volta para casa, afirmando que estava com medo durante a viagem.
O veículo era conduzido por Ivan Rodrigues Cardoso, preso temporariamente na manhã da última quarta-feira (20). Em depoimento, ele afirmou que perdeu o controle da direção depois de enxergar um vulto na pista.
Segundo a delegada Silzane Bicalho, responsável pela investigação, o motorista também confirmou ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir.
A investigação aponta que os dois haviam saído de um bar antes do acidente. Ivan relatou à polícia que mantinha um relacionamento com Kimmberlly e contou ter ficado com ciúmes durante o encontro. A família da estudante não confirmou essa versão apresentada pelo investigado.
Ainda conforme o depoimento, o motorista pretendia seguir para Ceilândia, no Distrito Federal, para encontrar amigos.
Informações exibidas pela TV Anhanguera indicam que Kimmberlly passou o dia em uma chácara com amigos e, posteriormente, aceitou uma carona oferecida por Ivan. Outras pessoas também entraram no veículo, mas desistiram da viagem ao perceber que o trajeto seguiria para Brasília.
Mesmo demonstrando desconforto e pedindo para voltar para casa, a estudante permaneceu no carro.
Após o acidente, Ivan foi socorrido e levado para uma unidade hospitalar em Anápolis. Kimmberlly chegou a receber atendimento médico, mas morreu ainda dentro da ambulância.
A defesa do motorista afirmou, em nota, que o episódio deve ser tratado com cautela e responsabilidade até a conclusão do inquérito. Os advogados alegam que não há elementos que comprovem intenção deliberada de provocar a morte da jovem.
Kimmberlly cursava Direito e trabalhava em uma loja de artigos esportivos. O caso continua sendo apurado pela Polícia Civil.


































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