Goiás, 7 de julho de 2026
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Diversidade

Vitiligo pode afetar autoestima e saúde mental, alerta dermatologista

Doença de pele não contagiosa pode provocar impactos emocionais significativos e exige acompanhamento individualizado, segundo especialista.

Divulgação

O vitiligo é uma doença de pele crônica que vai além das alterações visuais e pode afetar diretamente o bem-estar emocional dos pacientes. A condição atinge mais de um milhão de brasileiros, conforme dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Pesquisas recentes indicam que o impacto psicológico da doença é um dos mais relevantes entre as condições dermatológicas. Um levantamento publicado em 2025 na revista Archives of Health, com base em estudos da última década, aponta aumento de casos de ansiedade, depressão e isolamento social associados ao vitiligo.

A dermatologista da Unimed Goiânia, Ludmilla Paiva Queiroz, explica que o vitiligo ocorre pela perda de pigmentação da pele devido à alteração dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina.

As manchas podem surgir em diversas regiões do corpo, com maior incidência em áreas expostas como mãos, rosto e pés, além de locais sujeitos a atrito ou lesões. Segundo a médica, a doença tem origem multifatorial e pode estar associada a fatores autoimunes e predisposição genética.

Ela destaca que o acompanhamento médico é essencial, já que a evolução da condição varia entre os pacientes, podendo ser lenta ou mais acelerada.

Embora não cause complicações físicas graves, o vitiligo pode gerar impactos emocionais importantes, especialmente devido ao estigma social associado às mudanças na aparência.

A expressão “vitiligo emocional” não é reconhecida como diagnóstico clínico, mas estudos apontam que o estresse pode atuar como fator desencadeante ou agravante em pessoas predispostas.

Pesquisas indicam que parte dos pacientes associa o início das manchas a períodos de forte estresse emocional, além de relatar impacto significativo na percepção da própria imagem.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça que não há relação de causa direta entre emoções e vitiligo, mas sim possível influência no curso da doença.

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