Goiás, 17 de julho de 2026
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Servidora é investigada por suspeita de desviar R$ 150 mil em fianças

Funcionária da Prefeitura de Santa Helena de Goiás teria deixado de repassar valores pagos por presos ao Judiciário; investigação apura possível participação de outras pessoas.

Delegacia de Santa Helena de Goiás (Foto: Reprodução/Google Street View)

Uma servidora comissionada da Prefeitura de Santa Helena de Goiás está sendo investigada pela suspeita de desviar mais de R$ 150 mil referentes ao pagamento de fianças na Delegacia da Polícia Civil do município.

O caso veio à tona após o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) identificar divergências nos valores que deveriam ter sido encaminhados ao Poder Judiciário e comunicar as inconsistências à Polícia Civil.

A mulher atuava no setor administrativo da delegacia há mais de cinco anos e foi exonerada do cargo após a descoberta das irregularidades. Ela responde ao caso em liberdade.

De acordo com as investigações, os valores das fianças eram pagos em dinheiro diretamente na unidade policial. Após o recebimento, a quantia deveria ser depositada nas contas oficiais vinculadas ao Judiciário, mas parte dos recursos não teria sido transferida.

A suspeita surgiu durante uma verificação solicitada pelo próprio Tribunal de Justiça, que pediu à delegacia documentos que comprovassem os depósitos das fianças recolhidas. Na análise dos registros, foram encontradas diferenças entre os valores recebidos e aqueles efetivamente repassados.

A Corregedoria da Polícia Civil abriu procedimento para investigar o caso e reúne documentos, comprovantes bancários e outros registros financeiros para apontar o período em que os supostos desvios teriam ocorrido e calcular o prejuízo total.

Até o momento, o valor identificado ultrapassa R$ 150 mil, mas a quantia pode ser atualizada após a conclusão da auditoria sobre os pagamentos realizados nos últimos anos.

A investigação também pretende esclarecer se a servidora teria cometido os atos sozinha ou se houve envolvimento de outras pessoas. Até agora, não houve prisão, e o caso permanece em apuração pela Corregedoria da Polícia Civil.

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