Diversidade
Goiana entra na lista das mulheres mais poderosas da Forbes; saiba quem é
Aos 36 anos, empresária goiana ocupa cargos de liderança em empresas do agronegócio e mira novos mercados.
A trajetória iniciada em uma propriedade rural de Formosa, em Goiás, levou Camila Colpo, de 36 anos, a uma das listas de maior destaque do empresariado brasileiro. A goiana foi incluída pela Forbes Brasil entre as mulheres mais poderosas do país.
Formada em Agronomia pela Universidade Federal de Goiás (UFG), Camila atualmente preside o Conselho de Administração da Boa Safra Sementes. A empresa teve receita líquida de R$ 2,62 bilhões em 2025 e estreou na Bolsa de Valores brasileira em 2021.
A empresária também lidera o Grupo Avante como CEO. O grupo é composto por outras duas companhias do setor agropecuário.
A atuação empresarial de Camila ganhou força a partir de 2009, quando ela e o irmão, Marino Colpo, passaram a participar da expansão do negócio familiar.
Especialização levou Camila à França
O interesse pelo agronegócio surgiu muito antes da chegada aos cargos de liderança. Durante a infância, Camila acompanhava o pai na propriedade da família, em Formosa, e vivenciava de perto atividades relacionadas à produção agrícola.
A formação acadêmica veio pela UFG, seguida por uma especialização em melhoramento genético realizada no Centro de Pesquisas da Syngenta, em Toulouse, na França.
Ao lado do irmão, ela identificou no mercado de sementes uma possibilidade de crescimento para os negócios da família. A partir daí, a empresa passou por uma transformação administrativa, com adoção de mecanismos mais estruturados de governança e criação do Conselho de Administração.
Camila ficou responsável pela presidência do conselho, enquanto Marino continuou à frente da administração executiva.
A modernização também alcançou a área operacional. A Boa Safra aumentou os investimentos em tecnologia, laboratórios e mecanismos de controle da qualidade das sementes.
Novos negócios estão no radar
O reconhecimento da Forbes também é visto por Camila como uma forma de destacar a participação de mulheres no agronegócio e a capacidade de empreendedores do interior de Goiás alcançarem projeção nacional.
Para os próximos anos, a empresária trabalha com a possibilidade de levar os negócios para novas áreas. A intenção é priorizar segmentos que tenham conexão com as empresas que já integram o grupo.
A expansão deve considerar oportunidades que possam complementar os negócios existentes, gerar valor para produtores rurais e ampliar a atuação das companhias.



































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